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O eleitorado europeu  mostrou o  cartão amarelo não só aos partidos tradicionais como à  própria Comissão  Europeia.\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/div\u003E\u003C\/div\u003EOs próximos cinco anos serão interessantes no  Parlamento onde cerca de 30 por cento dos lugares serão ocupados por  deputados claramente antieuropeus, ou no mínimo extremamente críticos da  União e dos caminhos que está a trilhar. \u003Cbr \/\u003EA estagnação económica da  Europa, o desemprego galopante, a forma como o Estado Social foi  arruinado com a obsessão do défice, conduziram a uma situação de  indiferença e crítica face às instituições europeias. Os partidos  tradicionais seguiram as receitas tradicionais na linha de Milton  Freedman quando para muitos a receita estaria mais para o lado de Keynes  ou provavelmente no repensar de tratados, como o de Maastricht aprovado  e assinado em 1992 que abriu as portas à criação do euro e para a sua  estabilidade fixou o limites dos défices em três por cento. Ora a  realidade é que a Europa mudou consideravelmente com o alargamento  sucessivo do grupo dos Doze em 1992 para os actuais 28 Estados membros.  Apenas 18 Estados integram o euro por não reunirem condições ou por  opção própria como é o caso da Grã Bretanha que sempre se tem mantido  numa posição dúbia relativamente à União Europeia.\u003Cbr \/\u003EOs organismos  europeus, em particular a Comissão Europeia, não sendo eleitos não se  coíbem porém de ignorar esse défice democrático para promulgar  directivas e normas absolutamente incongruentes sobrepondo-se à  legislação dos Estados membros. \u003Cbr \/\u003EUm exemplo dessas preocupações  legislativas de Bruxelas foi a tentativa de introdução de uma norma  proibindo os restaurantes de reutilizarem os galheteiros tradicionais  enchendo-os de azeite e vinagre avulso uma vez vazios – a norma nunca  chegaria sequer a ser publicada. Contudo a Comissão não tem tido uma  atitude pró-activa na promoção de políticas de emprego e de  desenvolvimento indo a reboque o FMI e do BCE (Banco Central Europeu).  Os comissários europeus chegam mesmo a criticar os Estados membros pelas  políticas seguidas, designadamente económicas, com repercussões nas  agências de notação e nos meios financeiros internacionais. \u003Cbr \/\u003EParalelamente  a Europa tem lidado com o problema da migração e em particular da  imigração ilegal numa base de repatriamento e fecho de fronteiras sem  que em paralelo estimule o investimento nos países pobres por forma a  ajudar à sua estabilidade política e ao seu desenvolvimento com a  consequente criação de postos de trabalho.\u003Cbr \/\u003ESe para os eurocépticos as  preocupações se centram na gestão medíocre da Europa por organismos não  eleitos, para a extrema direita, incluindo neofascistas e neonazis, o  problema da imigração e do desemprego são explorados fomentando a  xenofobia e o racismo. A insatisfação europeia pode-se medir pela  vitória da extrema direita pura e dura de Martine LePen em França, onde  foi o partido mais votado, pelo sucesso do Partido da Independência do  Reino Unido (UKIP), um movimento populista e antieuropeu, da extrema  esquerda na Grécia, e os bons resultados dos eurocépticos na Dinamarca.  Na Alemanha, apesar de ser o país mais rico e motor da economia europeia  os eurocépticos e os partidos alternativos também subiram. Uma subida  que na realidade se verificou em toda a Europa, onde o apelo das  instituições europeias, o Parlamento, não conseguiu uma participação  eleitoral superior a 45 por cento.\u003Cbr \/\u003EOs dirigentes europeus reuniram  para mesmo perante o abismo não conseguirem apresentar rapidamente um  conjunto de medidas que fazendo regressar a economia à política  permitissem lançar as bases de um relançamento do consumo interno na  União e com isso uma redução do desemprego e aumento das receitas  fiscais. Presente o imutável Tratado de Maastricht em que ninguém parece  querer tocar para permitir a subida dos défices e o relançamento da  economia através do investimento público, agora devidamente programado e  obedecendo a uma estratégia de médio – longo prazo. Os dirigentes  europeus pareceram mais preocupados com o candidato à substituição de  Durão Barroso e que pela primeira vez será eleito pelo Parlamento  Europeu mais eurocéptico de sempre.\u003Cbr \/\u003EA oposição eurocéptica surgiu  desde logo através do Primeiro Ministro britânico David Cameron que fez  saber de imediato à Chanceler alemã Ângela Merkel que a Grã-Bretanha se  retirava da UE se Jean-Claude Junker, ex-PM do Luxemburgo e antigo  presidente do Eurogrupo fosse eleito. Se as dificuldades para os  conservadores eram grandes e necessitavam no parlamento dos eurocépticos  do apoio socialista, agora mais confusa se torna pois a alternativa  Martin Shultz, alemão, presidente do parlamento cessante, socialista, é  muito complicada sendo eventualmente de encarar uma outra figura tanto  mais que François Hollande, acossado pela vitória da extrema direita,  virou subitamente à esquerda."},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/7119642655737700422"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/7119642655737700422"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2014\/06\/a-crise-economica-e-financeira-e.html","title":"A crise económica e financeira e a xenofobia no velho continente "}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]}]}});