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2016\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EOs atentados de terça-feira em Bruxelas, pela sua coordenação, a facilidade de planeamento, o seu impacto na cidade que é considerada a capital da Europa deixam evidente que o autoproclamado “estado islâmico” (”EI”) reage de facto como um estado organizado, com uma estrutura militar e capaz de responder com a maior facilidade aos ataques de que é alvo, de retaliar uma retaliação de responder aos ataques.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EOs dois atentados em Bruxelas, no aeroporto desafiaram toda a segurança e desencadeados em hora de ponta; o terceiro na estação de metro e Maalbeek foi uma ameaça directa à Comissão Europeia, servida por esta estação, e também a hora de ponta. Entre as duas acções decorreram duas horas, o tempo necessários para que a atenção das autoridades se desviasse para o aeroporto. A capital formal da Europa ficou paralisada. Aeroportos fechados, comboios suspensos e se isso não chegasse um alerta que levou à evacuação de todo o pessoal não essencial de duas centrais nucleares.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EImporta em\u0026nbsp; o primeiro lugar esclarecer que neste texto não se pretende definir terrorismo. Para historiar actos violentos contra alvos civis não houve outro critério senão o da sua existência independentemente das motivações. Essa definição entraria em zonas cinzentas complicadas de distinguir e muitas vezes usadas pelos poderes instituídos conforme os interesses conjunturais ou de politica interna ou externa. Essa discussão está por fazer e os debates na ONU sobre ela não têm sido uma prioridade.\u0026nbsp; \u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EO debate sobre a definição de terrorismo dissipasse contudo quando se trata da actividade da Al Qaeda e muito especialmente a do autoproclamado “estado islâmico”. Dias depois de as autoridades belgas e francesas exultarem com a captura de Salam Abdestam, presumível responsável pelos mortíferos ataques de Paris o “EI” e de centenas de horas de buscas por toda a Europa Salam é detido no bairro de Maalbeek onde permanecera preparando os ataques de Paris.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EUma verdade abateu-se sobre a Europa de forma brutal: a Europa já está em guerra, na verdade o Mundo já está em guerra. Uma guerra capaz de atacar em França ou na Bélgica, na Indonésia ou na Nigéria, no Quénia ou na Tunísia. Uma guerra que aproveita todas as contradições adversárias e todas as suas fraquezas. Os assassínios em massa de Bruxelas ocorrem no momento em que a opinião publica europeia e os próprios Estados da União se dividem quanto aos refugiados e assinam um escandaloso acordo de devolução de refugiados à Turquia que ganha por cabeça recebida. Uma contradição que tem dado peso eleitoral às forças xenófobas.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EA Guerra Fria e a sua estratégia de tensão trouxe consigo uma clivagem entre os que defendiam as chamadas democracias ocidentais, os regimes ditos socialistas democráticos ou as democracias cristãs, em geral todos quantos de opunham ao comunismo ou mais simplesmente ao alegado risco da expansão soviética. Na Europa, onde esse fenómeno foi mais marcante, surgiam movimentos que se reivindicavam de esquerda ou mais correctamente se radicalizaram numa extrema esquerda ilegal e clandestina. A França, Itália, Alemanha e mesmo Bélgica conheceram os grupos mais violentos de 1968 até ao final da década de 70 do século passado. Destacaram-se na Alemanha o “Baader-Meinhof”, também conhecido por Facção do Exército Vermelho (RAF na sigla alemã), em França a “Action Directe”, na Itália as “Brigadas Vermelhas” e na Bélgica as menos faladas “Células Comunistas Combatentes”. Paralelamente actuavam na Europa outras organizações separatistas, como a ETA ou o IRA (na Irlanda do Norte ao IRA – católico – opunham-se movimentos integracionistas protestantes). Não é possível dizer sem incorrer em propaganda que o financiamento destas organizações era feito pela União Soviética, não existem provas ou alegações consubstanciadas desses financiamentos.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EA acção destes grupos era, na generalidade, orientada para atentados contra alvos específicos frequentemente de carácter militar ou individualidades militares ou politicas frequentemente com aquilo a que hoje se chama “danos colaterais”. No período dos “anos de chumbo” as acções e atentados foram levadas a cabo tanto por organizações consideradas de esquerda como ligadas à extrema direita em particular na Alemanha, o “Nationalsozialistischer Untergrund”, cuja existência só recentemente foi reconhecida; os “skin head” eram, são, o núcleo dessas acções frequentemente descoordenadas e sem qualquer objectivo definido. O mesmo não se pode dizer de grupos da América do Sul que agiram em El Salvador, Nicarágua, Brasil, Argentina e que assumiam um cariz paramilitar, muitas vezes com ligações às próprias Forças Armadas, como na Argentina onde após a ditadura de Vilela incutiram o terror e raptaram centenas de pessoas, os “desaparecidos” ou em El Salvador foram responsáveis pelo assassinato do bispo monsenhor Óscar Romero durante uma homilia em que mais uma vez ele punha em causa a ditadura.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EOs mais activos e notados – até pela sua localização geográfica no Primeiro Mundo – eram os europeus. As armas e explosivos eram obtidos no mercado negro, em assaltos a instalações da policia ou militares e a maior parte dos financiamentos provinham de assaltos a bancos ou de resgates de pessoas de posses, industriais, banqueiros, homens de negócios e familiares em geral. Sem qualquer apoio entre as populações – excepção ao IRA e ETA – e perseguidos pelas várias policias europeias esses grupos desapareceram após o espectacular rapto pelas Brigadas Vermelhas do Primeiro Ministro italiano Aldo Moro a 16 de Março de 1978. Aldo Moro, um PM democrata-cristão que promoveu um entendimento de Governo com o desaparecido Partido Comunista Italiano, viria a ser assassinado alguns meses depois. As exigências\u0026nbsp; das Brigadas Vermelhas de libertação de mais de uma dezena dos seus membros foram sistematicamente recusadas pelos terroristas. Este rapto e subsequente assassínio continua ainda hoje envolto em interrogações e duvidas. À altura do rapto o grupo estava considerado extinto dadas as operações policiais que levaram à prisão um significativo numero de elementos. Falou-se numa “segunda” Brigada Vermelha sem contudo se determinar quem esteve envolvido e que desapareceu tão lestamente quanto tinha surgido. Apesar de não existirem confirmações especulou-se e ainda se especula muito sobre a verdadeira autoria deste rapto ser de uma organização radical de direita, a Gládio, formada com apoio da OTAN, como grupo de resistência a uma invasão soviética. O grupo existiu (existe?) mas o seu envolvimento não passa de mais um ramo da teoria da conspiração, ou talvez não. A existência deste grupo só foi confirmada em 1990 pelo então PM italiano Giulio Andreotti que o definiu como uma \"estrutura de informações, resposta e salvaguarda\".\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EEm paralelo com a violência de raízes europeias a Al Fatah, junção de vários grupos palestinianos após a ocupação da Palestina por Israel, aparece como um pólo agregador da luta contra a ocupação da sua terra. Após a Guerra dos Seis Dias os lideres e militantes da organização liderada por Yasser Arafat vivem na Jordânia. Cada vez mais o peso da Fatah se assume maior importância pondo eventualmente em causa a liderança do Rei Hussein. Após uma alegada tentativa de sublevação contra o monarca hachemita, em Setembro de 1970, este desencadeia um violento ataque que provocou a morte de cinco mil palestinianos. Mesmo após os arranjos entre o Rei Hussein e Yasser Arafat, nasce na Al Fatah uma organização radicalizada: “Setembro Negro”. Foi este grupo que em Setembro de 1972 assaltou a Aldeia Olímpica em Munique assassinando onze atletas israelitas.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EA partir de então começa uma sucessão de assaltos a aviões comerciais quer pelo Setembro Negro, cujos militantes receberam treino na Líbia e Síria, quer de outros grupos que vieram a afastar-se da Al Fatah quando Yasser Arafat propõe e consegue impor uma mudança estratégica que afasta a Fatah do terrorismo e o faz enveredar pela luta politica. Abu Nidal, tão misterioso quanto elusivo e violento, separa-se de Arafat em Setembro de 1974 fundando o grupo “Fatah - Conselho Revolucionário” que em vinte anos levou a cabo mais de uma centena de atentados, frequentemente contra alvos indiscriminados, causando cerce de 280 mortos.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EAs organizações palestinianas aumentavam os apoios à medida que Israel alargava a sua politica de colonatos e atacava objectivos palestinianos ou árabes por “razões de segurança nacional e sobrevivência do Estado de Israel”. De novo as leis da Física, o Principio de Acção e Reacção aplicou-se perfeitamente a uma situação que extravasava o Médio Oriente e se repercutia na Europa. A acção mais espectacular dos anos 80 sucedeu num ataque à sinagoga da Rua Copérnico, em Paris, em Outubro de 1980, levada a cabo por outro grupo dissidente da Fatah, a Frente Popular de Libertação da Palestina, dirigida por George Habash. A este grupo são atribuídos vários desvios de aviões e era apoiado pela URSS e China. Outras acções não menos violentas foram levadas a cabo pela Frente Democrática de Libertação da Palestina de Nayef Hawatmeh. Ambos de inspiração marxista e defensores de um Estado laico. Todavia Nayef Hatmeh, ao contrario de Habash, aceitou o projecto de Yasser Arafat negociar os Acordos de Oslo.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EPara encerrar este “capitulo” será talvez escandaloso afirmar que estes eram os “cavalheiros” do terrorismo quando comparados com a Al Qaeda e ainda mais do autoproclamado “estado islâmico da Síria e do Levante”. Tinham objectivos políticos bem definidos que procuravam por meios extremamente violentos à época.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EPorventura um novo capitulo abre-se após a invasão israelita do Líbano em 1982, a fuga da OLP e de Arafat para vários países dispostos a recebe-los. Em Setembro desse mesmo ano a milícia maronita libanesa entra nos campos de refugiados de Sabra e Shatila enquanto tropas israelitas cercavam os campos a seu pedido e cometeram um dos maiores genocídios da região alegadamente em retaliação pelo assassinato do líder da Falange Libanesa e Presidente o Líbano Bashir Gemayel. Este massacre levantou a opinião publica internacional contra o então ministro de Defesa israelita e mentor da invasão do Líbano, general Ariel Sharom. Em simultâneo criou no Líbano e em especial no Vale de Bekaa um terreno fértil para o recrutamento de extremistas. Sucedem-se uma nova série de atentados muitos deles indiscriminados e sem objectivo politico definido.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EEm Abril de 1983 surge um novo grupo, a Jihad Islâmica, que lança um ataque suicida com um carro cheio de explosivos contra a embaixada dos EUA em Beirute matando quase 70 pessoas incluindo 17 americanos. Ronald Reagan retaliou lançando um ataque sem precedentes contra território libanês que se pensava ocupado e dar guarida ao grupo. O assalto em Outubro de 1985 ao navio Achille Lauro pela Frente de Libertação da Palestina e o assassínio de um judeu de 69 anos inválido atirado borda fora na sua cadeira de rodas virou-se contra os autores. A tentativa de retaliação de Ronald Reagan não teve sucesso como a anterior também não teve.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EPor fim a ataque em Berlim contra a discoteca “La Belle” frequentada por soldados americanos matou 79 pessoas, a maioria militares americanos fez transbordar o copo do velho Presidente dos EUA e Reagan lançou um ataque aéreo contra Tripoli e Bengasi. A Líbia era então considerada o país que mais apoio dava ao terrorismo.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EO financiamento destes grupos vinha de vários países árabes entre os quais se supõe estarem a Líbia, Síria, Arábia Saudita.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EEm paralelo com estes acontecimentos visíveis os Estados Unidos davam apoio a um saudita, de família abastada, que combatia como voluntário a ocupação do Afeganistão pela URSS, Osama Bin Laden. Bin Laden era um organizador e comandante no terreno de quem a CIA gostava particularmente. O armamento que necessitava era canalizado rapidamente através de Estados do Golfo e da Turquia e Paquistão para o Afeganistão onde um dos grandes beneficiados era precisamente o milionário saudita combatente. Em Fevereiro de 1989 o final da retirada soviética do Afeganistão deixa Bin Laden sem emprego. Contudo Osama Bin Laden ao que se supõe entre meados de 1988 e o final de 1989 consegue agregar um considerável grupo de antigos combatentes da ocupação soviética do Afeganistão. A eles se junta a Jihad Islâmica já então disseminada por vários países muçulmanos e a quem se atribui os atentados às embaixadas americanas em Dar-es-Salam e Nairobi, em 1998 sob coordenação da Al Qaeda. Surge a primeira rede organizada de carácter então tendencialmente global e que viria a tornar-se tristemente tão célebre como eficiente. A ONU pela primeira vez consegue um acordo para considerar terroristas a Al Qaeda e afiliados.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EO alvo principal deste grupo parece serem os Estados Unidos. O armamento estava disponível: as imensas sobras do Afeganistão, armas incluindo sistemas de armamento sofisticado, equipamento obtido em países envolvidos em conflitos e comprado a países do Leste europeu recentemente separados da URSS alguns dos quais chegaram a vender armamento à UNITA quando EUA e África do Sul mudaram de atitude em Angola; resta a verdadeira origem do dinheiro que não faltou nunca a Bin Laden. Estamos ainda demasiado perto para estabelecer com alguma fidedignidade a origem do dinheiro mas não existem muitas duvidas que o Golfo tem sido uma fonte de financiamento. Algumas fontes ligadas a serviços de informação admitem que tivesse existido (existe?) um “trade-off” – as ou algumas monarquias do Golfo aceitavam o financiamento da actividade desses grupos em troca de estes se manterem afastados dos seus países.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EA verdade também é que até aos atentados do 11 de Setembro de 2011 contra as torres gémeas de Nova Iorque houve uma certa complacência geral. Os países atingidos eram parte do Terceiro Mundo e os alvos americanos não eram objecto de um ataque sistemático e extremamente violento. Na realidade serviram sobretudo para dar à Al Qaeda projecção e chamar a si voluntários, mostrar capacidade de organização e acção que atraíssem para o seu “franchising” movimentos e organizações já existentes.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EA primeira guerra do Golfo, após a invasão do Kuwait pelo Iraque, não teve um impacto significativo nesse agrupamento terrorista. O mesmo não se pode dizer da invasão do Kuwait em 2003 sob a batuta de George Bush filho. Enquanto o pai, em 1990, na Guerra do Golfo, cuidou de por de pé uma coligação alargada, a maior desde a 2ª Guerra Mundial, com larga participação de Estados Árabes evitando a imagem de uma guerra santa e colocando o enfoque na invasão de um Estado soberano por outro Estado vizinho, Bush filho convenceu ingleses, australianos e polacos a juntarem-se-lhe, alguns deles depois de iniciadas as operações. Alegadamente tratava-se de destruir o que se provou inexistente arsenal químico de Saddam Hussein. Saddam foi derrubado, as armas químicas não existiam e toda a estrutura do Estado foi destruída, a começar pelas Forças Armadas.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EApós o ataque da Al Qaeda em Nova Iorque e em retaliação contra este grupo Bush invade o Afeganistão onde os talibãs reinavam e davam todo o apoio ao grupo de Bin Laden que se movimentava através da fronteira com o Paquistão. Após a morte de Zia Ul Aq e várias experiências fracassadas de instalar uma democracia o Paquistão tornou-se cada vez menos um regime secular e em paralelo tornaram-se mais abertas as ligações militares às madrastas e aos talibãs, em especial dos serviços secretos, segundo fontes da comunidade de informações. Daí a facilidade de movimento de Bin Laden que ali residia e se refugiava. Derrubado o regime talibã não foi efectivamente possível até hoje o Afeganistão ter um Governo estável e sólido.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EAbu Musab al-Zarqawi, um militante islâmico que comandava um campo de treino no Afeganistão durante a ocupação soviética, criara entretanto um grupo de resistência, Jama'at al-Tawhid wal-Jihad, que se opunha è presença americana e estrangeira em qualquer território árabe. Em Outubro de 2004 Abu Musab jurou fidelidade a Bin Laden tornando-se oficialmente a Al Qaeda no Iraque. Após várias fusões e aquisições, como se do mundo de negócios se tratasse, o grupo autoproclama-se o Estado Islâmico da Síria e do Iraque, mais tarde da Síria e do Levante e pretende proclamar um califado.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003ENão é claro o tipo de relações que matem com a Al Qaeda após a morte de Bin Laden mas há sérias indicações de que, sem se confrontarem, procuram alargar a sua base de influência, designadamente na África subsaariana tirando proveito dos estados falhados surgidos após a não menos falhada “primavera árabe”. Enquanto espalham a sua rede o “estado islâmico” aumenta a sua influência e a Al Qaeda retrocede. Fruto dos seus métodos brutais o “EI” aterroriza as populações com as decapitações inacreditavelmente divulgadas pelas televisões e procurava consolidar as posições ocupadas na Síria e no Iraque. O financiamento, ninguém desmentiu até hoje, tem vindo de algumas monarquias dos Golfo e do contrabando de petróleo a partir das explorações de que se apoderou. Não é por acaso que caravanas de camiões cisternas são um dos alvos preferenciais dos russos que procuram assim cortar o financiamento do grupo terrorista, um grupo que já se manifestou na Indonésia, alargamento geográfico preocupante.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EPor muitas criticas que os americanos façam aos russos e acusações de apoio a Bashir Al Assad a verdade é que Moscovo está a cortar uma via de financiamento do terrorismo, como é verdade que procura melhorar a posição no terreno do Presidente sírio para as conversações politicas com que se pretende acabar aquela guerra onde para já ainda pontifica a organização terrorista melhor organizada, funcionando hierarquizadamente como um Estado, e que é uma ameaça à estabilidade mundial. A solução passa de facto pelo corte do seu financiamento e talvez alguns aliados dos EUA tenham de ser pressionados para fecharem a sua torneira.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EOs anos de chumbo acabaram. A guerra é muito mais complicada. É uma guerra que se globaliza contra o grupo com a organização de um “estado”, com capacidades de comunicação e movimentação que fazem inveja aos serviços secretos de muitos países."},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/3284764286165951573"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/3284764286165951573"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2016\/03\/ao-terrorismo-global-nao-faltam-meios.html","title":"Ao terrorismo global não faltam meios financeiros"}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]},{"id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-7724746994889598770.post-1079304045974744272"},"published":{"$t":"2015-11-15T19:01:00.000+00:00"},"updated":{"$t":"2016-03-22T19:01:59.142+00:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Estado Islâmico"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"França"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Terrorismo"}],"title":{"type":"text","$t":"Paris é mais uma vitória do auto-proclamado Estado Islâmico"},"content":{"type":"html","$t":"\u003Cheader\u003E     \u003Ch1 class=\"title-section2 serif\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/h1\u003E\u003Cstrong\u003EBenjamim Formigo\u003C\/strong\u003E\u003Cbr \/\u003E                        15 de Novembro, 2015\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/header\u003E         \u003Cdiv class=\"intro\"\u003E         \u003Cdiv class=\"texted\"\u003E         Na véspera de reunirem em Viena os ministros dos  Estrangeiros do Grupo  de Contacto para a Síria, a fim de definirem quem  são os bons rapazes da  oposição que podem falar com Assad, sob a égide  do Grupo, a fim de  negociar uma solução politica, Paris tornou-se  teatro de guerra.\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/div\u003E\u003C\/div\u003EUma sexta-feira à noite é, em qualquer cidade, um  período de lazer, de divertimento, de convívio. Paris é provavelmente o  expoente máximo desse período. Primeira questão definida: a escolha da  data e hora para o ataque. A zona onde os atentados terroristas  ocorreram, outrora bairros modestos, são hoje das zonas mais escolhidas  pelas classes privilegiadas. \u003Cbr \/\u003EDefinido o segundo parâmetro do ataque,  uma zona de máximo impacto: fica perto da Concorde, do Louvre, dos  Campos Elísios, em síntese das grandes artérias parisienses de trânsito  razoável à noite e imensos transeuntes, o que facilitaria a fuga ou a  mistura dos terroristas com passeantes que à noite frequentam a zona.  Definido o terceiro parâmetro: as vias de fuga. O local também não é  longe do “Stade de France” onde decorria um amigável França – Alemanha.  Finalmente,\u0026nbsp; os objectivos: uma sala icónica de concertos, o “Bataclan”,  onde se realizava um espectáculo com uma banda americana, restaurantes e  bares frequentados àquela hora. Definido mais um parâmetro: maximização  da acção. \u003Cbr \/\u003EO facto de estarmos a um escasso mês de eleições  regionais, onde a extrema-direita xenófoba da Frente Nacional de Marine  Le Pen está bem posicionada, não é totalmente despiciendo. Como não o é o  efeito de reverberação numa Europa dividida pelo fluxo de refugiados  que levou já alguns Governos a introduzirem controlo de fronteiras, à  margem do Tratado de Schengen, alguns mesmo a encerrarem-nas. \u003Cbr \/\u003EUm  ataque desta envergadura, o maior sofrido pela França desde a II Guerra  Mundial, não deixa de se repercutir na tendência xenófoba crescente, faz  disparar o medo e com ele a disponibilidade dos cidadãos em abdicar dos  seus direitos. Dito isto, uma palavra para a coordenação dos atentados:  uma operação destas só pode ser levada a cabo após muitas missões de  reconhecimento de vários locais, até à escolha do que parece melhor e  depois de missões de autenticação da fiabilidade da escolha.\u0026nbsp; \u003Cbr \/\u003ENão  para poupar os terroristas, entre os quais suicidas, mas para realizar  as acções terroristas com sucesso. Isto não se faz com refugiados mais  ou menos recém chegados, mas com residentes, nacionais ou não, capazes  de reconhecer a viabilidade da área e de nela operarem à vontade.  Significa que, ao contrário do atentado ao “Charlie Hebdo” e ao  supermercado judeu, com motivações ditas religiosas, este teve o  objectivo de mostrar a capacidade operacional do grupo e a sua  determinação na retaliação. \u003Cbr \/\u003EDurante os ataques, sobretudo no  “Bataclan” não só se ouviu gritar “Alá é Grande” como houve terroristas  que anunciaram o atentado como uma retaliação “pelo que Hollande está a  fazer na Síria”. Através dos meios usados normalmente pelo\u0026nbsp; Estado  Islâmico, este reivindicou a autoria do atentado. Os terroristas  atacaram indiscriminadamente tanto na sala de espectáculos como nos  restaurantes, bares e ruas. Morreram sete ou oito, abatidos pela  polícia, mas alguns ter-se-ão posto em fuga, razão pela qual as  autoridades procuravam pelo menos uma viatura.\u003Cbr \/\u003EUma das questões que  desde logo se levanta é como foi possível, dado o estado de alerta das  polícias e dos serviços de informação franceses e europeus, não detectar  movimentos suspeitos ou interceptar comunicações duvidosas? \u003Cbr \/\u003EFrançois  Hollande introduziu de imediato controlos fronteiriços, como os  ingleses e os alemães. Haverá seguramente uma resposta. Resta saber se  existe a informação necessária a uma resposta militar, como defendem  muitos, ou uma resposta diplomática acelerando as conversações que  decorrem em Viena. A primeira é sem dúvida a retaliação mais popular,  mas é mais eficaz? David Cameron, Angela Merkel e até Vladimir Putin,  além do chefe religioso do Irão, condenaram a acção, mas parecem  divergir na solução. Se a França retaliar militarmente, Vladimir Putin  acompanhará, já o disse no sábado: “estes ataques só mostram a premência  da guerra ao terrorismo”. \u003Cbr \/\u003EOs EUA não ficarão atrás da Rússia e a  Grã-Bretanha irá a jogo. Se os ataque sofrem coordenados e dirigidos com  informação fiável contra bases do Estado Islâmico podem enfraquecê-lo o  suficiente, se em terra as tropas sírias, o Hezbollah e os Guardas da  Revolução, iranianos, aproveitarem a cobertura aérea para ocuparem as  posições do grupo terrorista. E se, um grande “e se”, em Viena  conseguirem decidir quem são os “bons rapazes” e as potências europeias  conseguirem concertar-se com os russos e iranianos?\u003Cbr \/\u003EPara já o Estado  Islâmico conseguiu uma vitória: amedrontar pelo terror a França e os  europeus e fechar uma das principais conquistas da União Europeia:  condicionar a livre circulação."},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/1079304045974744272"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/1079304045974744272"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2015\/11\/paris-e-mais-uma-vitoria-do-auto.html","title":"Paris é mais uma vitória do auto-proclamado Estado Islâmico"}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]},{"id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-7724746994889598770.post-8320237644661383560"},"published":{"$t":"2015-07-22T19:28:00.000+01:00"},"updated":{"$t":"2016-03-29T19:29:13.288+01:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Anti-terrorismo"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Terrorismo"}],"title":{"type":"text","$t":"Uma estratégia antiterrorista global é quase impossível"},"content":{"type":"html","$t":"\u003Cheader\u003E     \u003Ch1 class=\"title-section2 serif\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/h1\u003E\u003Cstrong\u003EBenjamim Formigo |\u003C\/strong\u003E\u003Cbr \/\u003E                        22 de Julho, 2015\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/header\u003E         \u003Cdiv class=\"intro\"\u003E         \u003Cdiv class=\"texted\"\u003E         Uma estratégia antiterrorista global seria o único modo de  conseguir uma  significativa vitória contra a violência sem limites nem  fronteiras do  autoproclamado Estado Islâmico. Mas ela é impossível ou  pelo menos  extraordinariamente difícil.\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/div\u003E\u003C\/div\u003EE a primeira dificuldade é semântica: quem define o  que é terrorismo? Como se define universalmente de forma inequívoca o  acto e a estratégia terrorista? E quem define quem é e não é terrorista?  São decisões semânticas, de facto, mas também decisões políticas quase  impossíveis no actual clima internacional.\u003Cbr \/\u003ESe olharmos exclusivamente  para o caso do Estado Islâmico não existem quaisquer duvidas sobre o  carácter terrorista da sua actuação, nem tão pouco de que só uma acção  concertada pode derrotar a aura invencível de que goza e o terror que  inspira entre as populações com as suas práticas de uma violência até  aqui desconhecida. \u003Cbr \/\u003ENenhum outro movimento havia conseguido estender a  sua acção tão rapidamente do Médio Oriente a ambas as costas de África  tirando proveito da inexistência de Estado na Líbia, iludindo os  serviços de informação e conseguindo coordenar ataques simultâneos em  locais completamente diferentes ou levar a cabo uma sequência de ataques  como no início desta semana do mercado em Cabul a Suruc, na Turquia,  perto da fronteira com a Síria. \u003Cbr \/\u003ENenhum outro movimento conseguiu a  diversidade de recrutamento deste grupo que surge praticamente do nada –  já existia de forma insignificante – e com a guerra da Síria cresce  desmesuradamente, engolindo grupos armados incluindo da Al Qaeda, e  levando a sua guerra para o Iraque. Aqui soube tirar proveito da inépcia  do Exército recém formado infligindo-lhe derrotas esmagadoras em várias  cidades, capturando-lhe moderno equipamento norte-americano que  distribuiu entre o Iraque e a Síria. \u003Cbr \/\u003EOs únicos opositores sérios que  encontrou pela frente foram os Peshmerga curdos que não só resistiram  de forma organizada como depois de derrotados nalguns locais causando  pesadas baixas ao Estado Islâmico reagrupou e contra-atacou retomando  posições perdidas. Ao poder de contra-ataque e resistência dos Peshmerga  juntam-se as milícias xiitas da Guarda Revolucionária iraniana que tem  apoiado os Exércitos iraquiano e sírio.\u003Cbr \/\u003EA estratégia norte-americana  de apoiar as tropas iraquianas com aviação, acompanhados de alguns  aliados árabes e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) tem  um efeito limitado dado que se limita ao Iraque. \u003Cbr \/\u003ENa Síria a OTAN,  como a União Europeia, enredaram-se num apoio a grupos de duvidosa  representatividade e capacidade de acção no terreno, o que leva a que o  apoio aéreo seja uma acção isolada, descoordenada de forças terrestres  (inexistentes). \u003Cbr \/\u003EA multiplicação de ataques do Estado Islâmico, agora  mesmo a uma região curda da Turquia, o recurso aos bombistas suicidas,  os acontecimentos na Tunísia, Egipto, Nigéria e por aí fora não se  compadecem com inércia nem são combatidos com uns bombardeamentos  isolados. \u003Cbr \/\u003EPondo de lado o terrorismo em geral e focando as atenções  na Estado Islâmico, onde existe consenso quanto à sua natureza, os  vários países interessados, ou seja potencialmente ameaçados mesmo  remotamente, têm de ter uma estratégia conjunta. \u003Cbr \/\u003EE para começar, os  Estados Unidos e os seus aliados têm de encontrar uma estratégia de  negação de terreno e presença ao Estado Islâmico no Iraque, Afeganistão,  mas também na Síria. E esse é o cerne do problema. Apoiar as forças do  Presidente Bashir Al Assad? De uma oposição difusa e pouco fiável?  Coordenar a acção com as milícias iranianas agora que existe um  princípio de desanuviamento e apesar de isso ser uma forma indirecta de  suportar o Presidente? \u003Cbr \/\u003ENem sempre os políticos têm de gostar das  escolhas que fazem. Todavia, não fazer escolhas e deixar esta situação  arrastar é uma aposta demasiado elevada para a paz e segurança mundial."},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/8320237644661383560"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/8320237644661383560"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2015\/07\/uma-estrategia-antiterrorista-global-e.html","title":"Uma estratégia antiterrorista global é quase impossível"}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]},{"id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-7724746994889598770.post-5585764635194193144"},"published":{"$t":"2015-06-29T19:31:00.000+01:00"},"updated":{"$t":"2016-03-29T19:31:40.198+01:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Terrorismo"}],"title":{"type":"text","$t":"Terrorismo sem pressa "},"content":{"type":"html","$t":"\u003Cheader\u003E     \u003Ch1 class=\"title-section2 serif\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/h1\u003E\u003Cstrong\u003EBenjamim Formigo |\u003C\/strong\u003E\u003Cbr \/\u003E                        29 de Junho, 2015\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/header\u003E         \u003Cdiv class=\"intro\"\u003E         \u003Cdiv class=\"texted\"\u003E         Enquanto os ataques terroristas se sucedem em França,  Tunísia, Kuwait,  para só falar de alguns, os dirigentes europeus  manifestam a sua falta  de solidariedade com a Grécia, os seus  interesses na protecção do  capital face a uma saída grega do euro,  ignorando a necessidade premente  de uma luta coordenada contra o  terrorismo do “Estado Islâmico”,  hostilizando a Rússia e ignorando  Teerão.\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/div\u003E\u003C\/div\u003EEm plena semana da crise do euro, que pode  desencadear uma outra crise bem mais ampla e grave do que a despoletada  pelo Lehman Brothers em 2008, o “Estado Islâmico” levou a cabo atentados  em território francês, numa estância balnear na Tunísia e matou um  número indeterminado de pessoas no Kuwait, foi rechaçado no Iraque por  forças da Guarda Revolucionária iraniana, oficialmente ausentes do  Iraque, sofreu desaires na Síria graças aos combatentes curdos, mas  mantém ao que parece intacta a sua capacidade de exportar a violência. \u003Cbr \/\u003EOs  dirigentes europeus parecem ter ignorado tudo isto, e até a  disponibilidade russa no combate ao “Estado Islâmico” e olharam toda a  semana para o umbigo à procura de uma solução que controle os estragos  de uma saída grega do euro e quem sabe da própria União Europeia. Houve  apenas tempo, no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte  (OTAN), para preparar uma guerra aos traficantes de seres humanos no  Mediterrâneo que carece de uma resolução do Conselho de Segurança da  ONU.\u003Cbr \/\u003EPoder-se-á perguntar se a questão do euro não será mais  importante ou, pelo menos, mais imediata que o “Estado Islâmico” ou os  refugiados que demandam a costa europeia. Na verdade, a saída grega do  euro pode, e são muitos os que garantem que sim, ter um impacto global.  Se assim for ninguém estará a salvo do contágio numa medida ainda mais  global do que a implosão de Wall Street em 2008. Isto porque as  economias estão mais débeis, porque as economias emergentes foram  arrastadas para a crise e não têm as almofadas financeiras de 2008. Nem a  China escapou, pois o crescimento do gigante asiático sofreu um enorme  abrandamento, afectado sobretudo na quebra de exportações, dada a  contenção dos seus principais mercados, os Estados Unidos e a União  Europeia. Na semana passada a bolsa de Xangai conheceu perdas  substanciais e o banco central desceu as taxas de juro num estímulo ao  sector privado. \u003Cbr \/\u003EO destino e a estabilidade ou instabilidade do euro  são, de facto, importantes. Mas não é menos importante e menos grave o  continuado e consistente avanço tentacular do “Estado Islâmico”, que, a  não ser contido a curto prazo, se tornará num problema muito maior do  que a Al Qaeda jamais foi. \u003Cbr \/\u003EÉ aqui que reside a outra urgência global  de não permitir que o terror e com ele a desestabilização política  avancem. Já foram longe demais. Por si só, nenhum país tem capacidade de  fazer este combate, nem mesmo a OTAN, sobretudo numa atitude de  hostilidade contra a Rússia que, tal como o Irão, são essenciais no  conhecimento do movimento, na recolha de informação, como base do  combate. \u003Cbr \/\u003EA tudo isto acrescente-se que a situação dos “boat people”  do Mediterrâneo não se resolve com o acolhimento voluntário de 25 mil  refugiados pelos países da União Europeia. O problema de fundo é a  estabilidade social, o desenvolvimento económico nos países de origem.  Curiosamente, principalmente ali onde a União Europeia e a OTAN deram  uma contribuição notável, ao interferirem, em nome da democracia, nos  problemas internos desses países.\u003Cbr \/\u003EVeremos se passado o temporal  causado pela divergência entre a Grécia e os restantes países do euro,  comandados por Berlim, a União Europeia tem fôlego para olhar mais para  fora ou se vai preocupar-se em limitar os estragos no seu interior e  deixar que os outros carreguem com os problemas. Da União Europeia, é  caso para dizer: “nem bom vento, nem bom casamento”."},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/5585764635194193144"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/5585764635194193144"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2015\/06\/terrorismo-sem-pressa.html","title":"Terrorismo sem pressa "}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]},{"id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-7724746994889598770.post-2118224936830620797"},"published":{"$t":"2015-03-16T16:54:00.000+00:00"},"updated":{"$t":"2016-10-20T16:54:44.488+01:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Mass Media"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Terrorismo"}],"title":{"type":"text","$t":"O papel dos “mass media” no terrorismo"},"content":{"type":"html","$t":"Benjamim Formigo||\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EA definição de terrorismo varia consoante os interesses políticos e conjunturais do poder instituído. Nas palavras do padre Leonardo Boff, teólogo da libertação, “a singularidade do terrorismo (está na) ocupação das mentes.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003ENas guerras e nas guerrilhas precisa-se ocupar o espaço físico. No terror não. Basta ocupar as mentes e activar o imaginário através da ameaça de novos atentados e do medo que então se internaliza nas pessoas e nas instituições”. Este é o conceito e definição mais independente do terrorismo, ao englobar num único ambiente a violência física e psicológica e a intimidação.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EEsta definição basta para o tema em abordagem: o papel dos Media na estratégia terrorista. A mediatização dos conflitos criada pelas televisões americanas na primeira Guerra do Golfo trouxe uma nova dimensão à notícia. Uma dimensão o que pouco teve, e tem, de objectivo num noticiário. Em paralelo a imprensa escrita adoptou uma nova estratégia noticiosa partindo do princípio de que o leitor não quer ler textos longos. Daí que o noticiário se tenha reduzido a escassas 500 palavras – uma grande notícia – que não dão conta do contexto em que um facto ocorreu.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EPara a rádio, a situação sempre foi diferente: é o meio de informação que mais rapidamente pode noticiar um acontecimento sem quaisquer explicações. A televisão tornou-se um verdadeiro órgão de propaganda ao serviço dos interesses accionistas sempre que estes o queiram. Em Portugal as televisões privadas, em horário nobre, têm serviços noticiosos de 90 minutos artificialmente criados para poderem pôr no ar 30 ou 40 minutos de publicidade que rende uma enormidade.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003ESe reduzirmos esses noticiários ao importante, ao que efectivamente tem impacto no cidadão, dificilmente obtemos mais de 15 minutos. Mas deixemos o caso português para regressar à abordagem geral.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003ENa competição por uma notícia muitos canais de TV aproveitam uma mensagem lançada no Twitter, para dar “em primeira mão” uma notícia que sublinham “não estar confirmada” (salvaguarde-se a ética local) e que muitas vezes é de extremo alarmismo e se vem a revelar infundada.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EPara os grupos terroristas, mais ou menos sofisticados, o recurso aos Media Sociais tornou-se uma forma de comunicação extraordinária e em tempo real. Uma forma de comando e controlo, de recrutamento, de propaganda, de disseminação de ideias e notícias que de outro modo acabariam no espeto dos pendentes de um editor.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EO Facebook é o meio privilegiado para as páginas oficiais dos movimentos terroristas, como por exemplo o chamado Estado Islâmico (EISL).\u0026nbsp; Já não se trata de recrutar militantes entre os jovens revoltados dos campos de refugiados palestinianos. É uma incursão na própria classe média.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EO Twitter, segundo um relatório do 30º Batalhão de Informações Militares do Exército norte-americano, serve para, em curtas frases, dar ordens de execução, coordenar acções no terreno, como teria sucedido para prevenir da iminência de ataques aéreos americanos contra o EISL na Síria em Agosto de 2013.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EO YouTube, uma comunidade de partilha de vídeos, tem servido ao chamado exército do Estado Islâmico para divulgar acções indescritíveis, desde espancamentos, violações e execuções em massa de aldeias no Iraque até às decapitações de ocidentais por um tal “JihadJohn”, esta semana identificado como um homem de nacionalidade britânica e que se tornou uma espécie de porta-voz do EISL. Ainda esta semana os radicais revelaram um vídeo mostrando a destruição de preciosidades históricas que se encontravam no museu de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque e que está nas mãos desse grupo.\u003Cbr \/\u003EOra esses vídeos, desde as decapitações à destruição de relíquias históricas foram retransmitidos pelas grandes cadeias de TV, sempre com a origem identificada e a ressalva de não ter sido possível confirmar.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EIsso não basta para evitar o terror desencadeado pela imagem da decapitação – a cuja cena final (a separação da cabeça) o espectador foi poupado – e o medo que ela transmite no Ocidente e, sobretudo, no Médio Oriente. A primeira mão não chega para divulgar com destaque as imagens do Museu de Mossul. O terrorista teve objectivos claros na divulgação destas imagens. As decapitações infundem o terror, em Mossul – onde se conjugavam com ataques contra aldeias cristãs assírias na região – precipitam uma intervenção militar, mas sobretudo levam as opiniões públicas revoltadas a apoiar uma intervenção da Infantaria. Haveria divisões na opinião pública, é um facto, mas se é inegável que estas imagens medievais são intoleráveis nos dias de hoje, também é incontestável o receio que elas infundem.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EEm qualquer dos casos, os Media cumpriram uma missão que deveriam ter evitado: ser agentes activos na difusão do terror. Apenas por causa da luta por audiências.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EA encerrar, recordo Novembro de 1982. Acordei com notícias de que Leonid Brejnev tinha morrido. Muitas estações de rádio interrompiam as suas emissões para acrescentar algum detalhe no que era ainda uma especulação com bases sólidas é certo. Estava perto do noticiário das sete, hora de Lisboa, e como habitualmente, sintonizei a BBC que apenas falava num ambiente anómalo em torno do Kremlin.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EAo fim de uns 20 minutos, chegou a hora do noticiário e a BBC abriu categórica: Leonid Brejnev tinha falecido, acrescentando que a confirmação fora feita havia segundos por um porta-voz do Kremlin. Não havia lugar a qualquer especulação. A notícia foi dada porventura depois de outros, mas a BBC nunca teve de se contradizer naquela noite em que abundaram rumores e faltaram factos."},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/2118224936830620797"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/2118224936830620797"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2015\/03\/o-papel-dos-mass-media-no-terrorismo_16.html","title":"O papel dos “mass media” no terrorismo"}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]},{"id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-7724746994889598770.post-7205258225006285823"},"published":{"$t":"2015-03-05T19:40:00.000+00:00"},"updated":{"$t":"2016-03-29T19:40:52.458+01:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Mass Media"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Terrorismo"}],"title":{"type":"text","$t":"O papel dos \"mass media\" no terrorismo"},"content":{"type":"html","$t":"\u003Cheader\u003E     \u003Ch1 class=\"title-section2 serif\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/h1\u003E\u003Cstrong\u003EBenjamim Formigo \u003C\/strong\u003E\u003Cbr \/\u003E                        5 de Março, 2015\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/header\u003E         \u003Cdiv class=\"intro\"\u003E         \u003Cdiv class=\"texted\"\u003E         A definição de terrorismo varia consoante os interesses  políticos e  conjunturais do poder instituído. Nas palavras do padre  Leonardo Boff,  teólogo da libertação, “a singularidade do terrorismo  (está na) ocupação  das mentes.\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/div\u003E\u003C\/div\u003ENas guerras e nas guerrilhas precisa-se ocupar o  espaço físico. No terror não. Basta ocupar as mentes e activar o  imaginário através da ameaça de novos atentados e do medo que então se  internaliza nas pessoas e nas instituições”. Este é\u0026nbsp; o conceito e  definição mais independente do terrorismo, ao englobar num único  ambiente a violência física e psicológica e a intimidação.\u003Cbr \/\u003EEsta  definição basta para o tema em abordagem: o papel dos Media na  estratégia terrorista. A mediatização dos conflitos criada pelas  televisões americanas na primeira Guerra do Golfo trouxe uma nova  dimensão à notícia. Uma dimensão que pouco teve, e tem, de objectivo num  noticiário. Em paralelo a imprensa escrita adoptou uma nova estratégia  noticiosa partindo do princípio\u0026nbsp; de que o leitor não quer ler textos  longos. Daí que o noticiário se tenha reduzido a escassas 500 palavras –  uma grande notícia – que não dão conta do contexto em que um facto  ocorreu. \u003Cbr \/\u003EPara a rádio, a situação sempre foi diferente:\u0026nbsp; é o meio de  informação que mais rapidamente pode noticiar um acontecimento sem  quaisquer explicações. A televisão tornou-se um verdadeiro órgão de  propaganda ao serviço dos interesses accionistas sempre que estes o  queiram. Em Portugal as televisões privadas, em horário nobre, têm  serviços noticiosos de 90 minutos artificialmente criados para poderem  pôr no ar 30 ou 40 minutos de publicidade que rende uma enormidade. \u003Cbr \/\u003ESe  reduzirmos esses noticiários ao importante, ao que efectivamente tem  impacto no cidadão, dificilmente obtemos mais de 15 minutos. Mas  deixemos o caso português para regressar à abordagem geral. \u003Cbr \/\u003ENa  competição por uma notícia muitos canais de TV aproveitam uma mensagem  lançada no Twitter, para dar “em primeira mão” uma notícia que sublinham  “não estar confirmada” (salvaguarde-se a ética local) e que muitas  vezes é de extremo alarmismo e se vem a revelar infundada.\u003Cbr \/\u003EPara os  grupos terroristas, mais ou menos sofisticados, o recurso aos Media  Sociais tornou-se uma forma de comunicação extraordinária e em tempo  real. Uma forma de comando e controlo, de recrutamento, de propaganda,  de disseminação de ideias e notícias que de outro modo acabariam no  espeto dos pendentes de um editor.\u003Cbr \/\u003EO Facebook é o meio privilegiado  para as páginas oficiais dos movimentos terroristas, como por exemplo o  chamado Estado Islâmico (EISL).\u0026nbsp; Já não se trata de recrutar militantes  entre os jovens revoltados dos campos de refugiados palestinianos. É uma  incursão na própria classe média.\u003Cbr \/\u003EO Twitter, segundo um relatório do  30º Batalhão de Informações Militares do Exército norte-americano,  serve para, em curtas frases, dar ordens de execução, coordenar acções  no terreno, como teria sucedido para prevenir da iminência de ataques  aéreos americanos contra o EISL na Síria em Agosto de 2013.\u003Cbr \/\u003EO  YouTube, uma comunidade de partilha de vídeos, tem servido ao chamado  exército do Estado Islâmico para divulgaracções indescritíveis, desde  espancamentos, violações e execuções em massa de aldeias no Iraque até  às decapitações de ocidentais por um tal “JihadJohn”, esta semana  identificado como um homem de nacionalidade britânica e que se tornou  uma espécie de porta-voz do EISL. Ainda esta semana os radicais  revelaram um vídeo mostrando a destruição de preciosidades históricas  que se encontravam no museu de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque e  que está nas mãos desse grupo. \u003Cbr \/\u003EOra esses vídeos, desde as  decapitações à destruição de relíquias históricas foram retransmitidos  pelas grandes cadeias de TV, sempre com a origem identificada e a  ressalva de não ter sido possível confirmar. \u003Cbr \/\u003EIsso não basta para  evitar o terror desencadeado pela imagem da decapitação – a cuja cena  final (a separação da cabeça) o espectador foi poupado – e o medo que  ela transmite no Ocidente e, sobretudo, no Médio Oriente. A primeira mão  não chega para divulgar com destaque as imagens do Museu de Mossul. O  terrorista teve objectivos claros na divulgação destas imagens. As  decapitações infundem o terror, em Mossul – onde se conjugavam com  ataques contra aldeias cristãs assírias na região – precipitam uma  intervenção militar, mas sobretudo levam as opiniões públicas revoltadas  a apoiar uma intervenção da Infantaria. Haveria divisões na opinião  publica, é um facto, mas se é inegável que estas imagens medievais são  intoleráveis nos dias de hoje, também é incontestável o receio que elas  infundem.\u003Cbr \/\u003EEm qualquer dos casos, os Media cumpriram uma missão que  deveriam ter evitado: ser agentes activos na difusão do terror. Apenas  por causa da luta por audiências.\u003Cbr \/\u003EA encerrar, recordo Novembro de  1982. Acordei com notícias de que LeonidBrejnev tinha morrido. Muitas  estações de rádio interrompiam as suas emissões para acrescentar algum  detalhe no que era ainda uma especulação com bases sólidas é certo.  Estava perto do noticiário das sete, hora de Lisboa, e como  habitualmente, sintonizei a BBC que apenas falava num ambiente anómalo  em torno do Kremlin. \u003Cbr \/\u003EAo fim de uns 20 minutos, chegou a hora do  noticiário e a BBC abriu categórica: LeonidBrejnev tinha falecido,  acrescentando que a confirmação fora feita havia segundos por um  porta-voz do Kremlin. Não havia lugar a qualquer especulação. A notícia  foi dada porventura depois de outros, mas a BBC nunca teve de se  contradizer naquela noite em que abundaram rumores e faltaram factos."},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/7205258225006285823"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/7205258225006285823"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2015\/03\/o-papel-dos-mass-media-no-terrorismo.html","title":"O papel dos \"mass media\" no terrorismo"}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]}]}});