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discutíamos por entre a estupefação e a indignação o assassínio em massa ocorrido numa discoteca daquela cidade.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EAs vitimas foram essencialmente negros, gays, ou seja pessoas iguais a quaisquer outras e com os mesmos direitos que durante décadas lhes foram negadas. Como se isso não fosse razão de sobra para a condenação política e social da acção de um psicopata o Mundo assistiu incrédulo, pela primeira vez, à utilização de um homicídio em massa, uma acção terrorista, independentemente da sua origem a um aproveitamento politico da obscenidade da morte violenta.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EEra para nós, como para milhões de outros Humanos inacreditável que de bandeja um candidato presidencial, Donald Trump, tivesse a estupidez de não só atirar com as culpas para o auto proclamado exército islâmico, como de acusar Obama de apoiar o terrorismo islâmico. Dentro do Partido Republicano ninguém foi capaz de defender, mesmo que por omissão o já candidato de direita. Mas Trump não o fez por estupidez. Fê-lo por puro calculismo politico. Com uma opinião publica bestificada graças à propaganda disseminada por Trump via Twitter ou Facebook as pessoas deixaram de pensar para “partilhar” uma “opinião” grosseira embrulhada em vestes intelectuais. Só isso explica que as sondagens na ocasião tivessem dado a Trump apoios superiores às intenções de voto.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EMuito se poderia dizer sobre o papel negativo das redes sociais na vida politica global e como estão a afectar os valores positivos porque as gerações dos anos 50, 60, 70 e 80 do século passado lutaram. Ganham os neoliberais, o capitalismo selvagem, o neoesclavagismo, entre outros.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EO massacre de Orlando leva-nos a interrogar se podemos confiar ou até onde podemos confiar nos americanos. Não necessariamente nos políticos que atravessaram, e combateram na Segunda Guerra Mundial ou até no Vietname. Hoje o poder em Washington, que tanto é criticado pelo homem comum, como os europeus criticam o poder de Bruxelas, é controlado por oportunistas que viram nesse descontentamento a porta de entrada do poder. Com uma diferença: Washington está sob cerco de um Trump perigoso porque tem os meios e está à frente de uma Federação. Bruxelas tem um poder disperso cujas asneiras podem apenas levar a um “Brexit”, ou “Grexit”, sabe-se lá que mais, incluindo uma federação do Sul ao contrario dos EUA que incorporaram o Sul vencendo uma Guerra Civil.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003ENo final do almoço, como era de esperar não havíamos chegado senão a uma conclusão: o Mundo está a ficar um Mundo demasiado perigoso para chamar a Donald Trump “líder do mundo livre”.\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EResta, como já aqui escrevi mais de uma vez: a união entre Hillary Clinton e Bernie Sanders. Misturar azeite e água. Quem sabe...mas o melhor é esperar pelo pior."},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/8137792284362949565"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/8137792284362949565"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2016\/06\/os-direitos-as-liberdades-e-sua-violacao.html","title":"Os direitos as liberdades e a sua violação "}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]},{"id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-7724746994889598770.post-5483252878131165267"},"published":{"$t":"2014-06-23T14:36:00.000+01:00"},"updated":{"$t":"2016-03-31T14:36:22.485+01:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Paz"}],"title":{"type":"text","$t":"Tudo em nome da pax democrática"},"content":{"type":"html","$t":"\u003Cheader\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cstrong\u003EBenjamim Formigo|\u003C\/strong\u003E\u003Cbr \/\u003E                        23 de Junho, 2014\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/header\u003E         \u003Cdiv class=\"intro\"\u003E         \u003Cdiv class=\"texted\"\u003E         Se nos últimos anos, e em particular desde Janeiro, não  fosse cada vez  mais evidente que o clima mundial se ia tornar cada vez  mais tenso, até  podíamos pensar numa sinistra conspiração determinada a  fazer vir ao de  cimo o que de pior existe nas relações entre homens e  nações.\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/div\u003E\u003C\/div\u003ENão é infelizmente assim. Incúria, incompetência ou  um plano cuidadosamente elaborado trouxeram-nos ao ponto a que chegámos.  A Guerra Fria acabou, viva a Guerra Fria.\u003Cbr \/\u003ENa última semana o Papa  Francisco, na senda do que vem sendo o seu posicionamento público, não  deixou dúvidas sobre os receios com que encara o futuro e as reservas  que tem face ao actual sistema. A entrevista transmitida na íntegra pela  estação portuguesa SIC Notícias deu uma visão mais política que  teológica daquilo que o Mundo enfrenta. Pouco habituados que estamos a  ver os homens da igreja, de qualquer igreja, a olhar o Mundo como ele é e  não como se espera que por intervenção divina venha a ser, o Vigário de  Cristo não escondeu o receio da quase inevitabilidade de as condições  económicas e do peso da economia sobre a política se tornarem  catastróficas. A economia, disse Francisco, deve preocupar-se com o  Homem, tê-lo como o centro dos seus interesses e não um servo deles como  sucede. As declarações de um homem que não se assume como político,  sentado na cadeira de Pedro onde se fez política desde a Idade Média até  à Idade Contemporânea quando igreja e capital se tornaram, excepção  feita a alguns representantes de Pedro, mais discretamente cúmplices,  são de facto uma lufada de ar fresco nos corredores do Vaticano.\u003Cbr \/\u003EOuvir  as declarações do novo Papa não é um acto religioso, é ouvir a verdade  que deveria ser veiculada por homens como o Secretário Geral da ONU que,  sem poder nem carisma e muito menos fiéis, optam por um silêncio  cúmplice com os desmandos deste período que se pensava ser de transição  para um Mundo mais calmo. Um Mundo que de calmo nada tem e onde a  riqueza se concentra cada vez mais, onde o desemprego dos jovens se  torna em desespero e os Velhos são esquecidos. Como disse Francisco, um  Mundo que desperdiça a força de uma juventude e a sapiência dos Velhos.  Ouvir o Papa jesuíta é um acto político quase subversivo.\u003Cbr \/\u003EDeixemos  para lá os desmandos neoliberais que trouxeram apenas instabilidade  social, e ainda estamos para ver o que vem aí. Deixemos mesmo de lado a  crise financeira para a qual o FMI voltou esta semana a chamar a atenção  um pouco na linha dos diagnósticos menos maus e das terapêuticas  desastrosamente desajustadas. Atentemos apenas na linha moral dos  dirigentes, dos líderes do Mundo Ocidental e por definição democrático e  civilizado. Em nome dos Direitos Humanos propiciaram uma onda  demolidora com a chamada primavera árabe que está longe de acabar.  Provavelmente está a abrir um novo ciclo ainda mais complicado. O arco  do Mediterrâneo está como o conhecemos, com uma pequena nuance, sejamos  discretos ao menos, o tal arco já está no Paquistão, passa pelo  Afeganistão, reacende-se no Iraque, inflama-se na Síria, salpica a  Europa, corre ao longo do Norte de África, vai até à Nigéria, passa  através da África Central para se estender da Somália ao Quénia e ao  Sudão, incluindo o recém independente Sudão do Sul. E nem vale a pena  falar no caldinho que se vai cozinhando no arco Ásia Pacífico onde a  história é outra.\u003Cbr \/\u003EA Europa, como é evidente, não escapa com uma crise  que parece estar mesmo a fugir ao controlo tanto dos burocratas de  Bruxelas que olharam para a Ucrânia como um mercado esquecendo que é uma  posição geoestratégica fundamental para a Rússia, esquecendo mesmo por  inépcia ou a pura arrogância dos ignorantes que a União Europeia tem  também interesses estratégicos que coincidem com Moscovo. Fazer da  Ucrânia uma vítima? De modo algum; fazer da Ucrânia um actor na Europa  Central sem hostilizar o vizinho com quem se tem excelentes relações  económicas apesar de subsistirem divergências que o diálogo ia  resolvendo. Se alguém pensa que houve políticos experientes envolvidos  nesta alhada desiluda-se. Andam por aí uns pequenos que sabem tudo  excepto as questões essenciais da Guerra Fria, já para não falar no  espanto com que devem ter olhado para o desperdício de dinheiro no 70º  aniversário do desembarque na Normandia. É assim, eles olham para essa  época como uma imensa oportunidade de negócio da construção civil e da  indústria de Defesa e de resolução de crises económicas e financeiras.  Claro que é um exagero mas já me passaram pelas mãos estagiários de  Relações Internacionais que pensavam que o Presidente da Junta Argentina  que desencadeou uma guerra no Atlântico Sul em 1982 era membro do  Politburo do PCUS. Não, parece mas não é anedota.\u003Cbr \/\u003EEleito um novo  Presidente da Ucrânia, devidamente convidado pelos dirigentes europeus  para as celebrações do dia D, fez-se a tal diplomacia discreta. Não se  contava que o génio já estivesse fora da garrafa. Os separatistas  russófonos mesmo pressionados por Putin não querem depor as armas e o  Presidente ucraniano não pode perder a face. E agora? Agora resta a  esperança, essa que morre sempre no fim, de uma solução de 23ª Hora,  muita paciência de Putin e muito empenho da Sr.ª Merkel.\u003Cbr \/\u003EMas não  acaba aqui. No Iraque ignorara-se os sinais de risco que se acentuavam  desde Janeiro e temos os sunitas, expulsos do poder pelos americanos, às  portas de Bagdade e a controlarem importante parte do petróleo  iraquiano com satisfação dos “marchands” que esquecem que na frágil  conjuntura financeira um aumento substancial do crude pode ser a  recessão mundial. Na Europa já existem sinais de deflação que a  consolidarem-se vão ter um impacto global. Mas também não acaba aqui.  Barack Obama, que não deve ter a menor ideia de como vai ficar na  História, já está a ver a retirada do Afeganistão comprometida, ou no  mínimo uma embrulhada para o seu sucessor, e fala no envio de 300 não  combatentes para o Iraque, uma ajudinha a um Governo xiita que já pediu  apoio aéreo a Washington. Leia-se uns “dronezinhos” para ajudar a suster  os maus da fita, homens da facção religiosa de Saddam Hussein. Mas para  os drones serem eficientes têm de dispor de informação que os conduza  aos alvos. Daí ao envolvimento operacional dos tais 300 formadores é um  passo. E enquanto isso na Síria o Governo sente-se livre para pisar o  risco, o grupo do Estado Islâmico Iraque Síria vai complicando a  situação no Curdistão iraquiano, zona rica em petróleo, aumentando a  influência na Síria eventualmente sem benefícios para o Irão – que podia  exercer uma influência interessante neste momento.\u003Cbr \/\u003ETudo em nome da PAX democrática, sacrossanto sistema."},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/5483252878131165267"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/5483252878131165267"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2014\/06\/tudo-em-nome-da-pax-democratica.html","title":"Tudo em nome da pax democrática"}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]}]}});