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Paris é provavelmente o  expoente máximo desse período. Primeira questão definida: a escolha da  data e hora para o ataque. A zona onde os atentados terroristas  ocorreram, outrora bairros modestos, são hoje das zonas mais escolhidas  pelas classes privilegiadas. \u003Cbr \/\u003EDefinido o segundo parâmetro do ataque,  uma zona de máximo impacto: fica perto da Concorde, do Louvre, dos  Campos Elísios, em síntese das grandes artérias parisienses de trânsito  razoável à noite e imensos transeuntes, o que facilitaria a fuga ou a  mistura dos terroristas com passeantes que à noite frequentam a zona.  Definido o terceiro parâmetro: as vias de fuga. O local também não é  longe do “Stade de France” onde decorria um amigável França – Alemanha.  Finalmente,\u0026nbsp; os objectivos: uma sala icónica de concertos, o “Bataclan”,  onde se realizava um espectáculo com uma banda americana, restaurantes e  bares frequentados àquela hora. Definido mais um parâmetro: maximização  da acção. \u003Cbr \/\u003EO facto de estarmos a um escasso mês de eleições  regionais, onde a extrema-direita xenófoba da Frente Nacional de Marine  Le Pen está bem posicionada, não é totalmente despiciendo. Como não o é o  efeito de reverberação numa Europa dividida pelo fluxo de refugiados  que levou já alguns Governos a introduzirem controlo de fronteiras, à  margem do Tratado de Schengen, alguns mesmo a encerrarem-nas. \u003Cbr \/\u003EUm  ataque desta envergadura, o maior sofrido pela França desde a II Guerra  Mundial, não deixa de se repercutir na tendência xenófoba crescente, faz  disparar o medo e com ele a disponibilidade dos cidadãos em abdicar dos  seus direitos. Dito isto, uma palavra para a coordenação dos atentados:  uma operação destas só pode ser levada a cabo após muitas missões de  reconhecimento de vários locais, até à escolha do que parece melhor e  depois de missões de autenticação da fiabilidade da escolha.\u0026nbsp; \u003Cbr \/\u003ENão  para poupar os terroristas, entre os quais suicidas, mas para realizar  as acções terroristas com sucesso. Isto não se faz com refugiados mais  ou menos recém chegados, mas com residentes, nacionais ou não, capazes  de reconhecer a viabilidade da área e de nela operarem à vontade.  Significa que, ao contrário do atentado ao “Charlie Hebdo” e ao  supermercado judeu, com motivações ditas religiosas, este teve o  objectivo de mostrar a capacidade operacional do grupo e a sua  determinação na retaliação. \u003Cbr \/\u003EDurante os ataques, sobretudo no  “Bataclan” não só se ouviu gritar “Alá é Grande” como houve terroristas  que anunciaram o atentado como uma retaliação “pelo que Hollande está a  fazer na Síria”. Através dos meios usados normalmente pelo\u0026nbsp; Estado  Islâmico, este reivindicou a autoria do atentado. Os terroristas  atacaram indiscriminadamente tanto na sala de espectáculos como nos  restaurantes, bares e ruas. Morreram sete ou oito, abatidos pela  polícia, mas alguns ter-se-ão posto em fuga, razão pela qual as  autoridades procuravam pelo menos uma viatura.\u003Cbr \/\u003EUma das questões que  desde logo se levanta é como foi possível, dado o estado de alerta das  polícias e dos serviços de informação franceses e europeus, não detectar  movimentos suspeitos ou interceptar comunicações duvidosas? \u003Cbr \/\u003EFrançois  Hollande introduziu de imediato controlos fronteiriços, como os  ingleses e os alemães. Haverá seguramente uma resposta. Resta saber se  existe a informação necessária a uma resposta militar, como defendem  muitos, ou uma resposta diplomática acelerando as conversações que  decorrem em Viena. A primeira é sem dúvida a retaliação mais popular,  mas é mais eficaz? David Cameron, Angela Merkel e até Vladimir Putin,  além do chefe religioso do Irão, condenaram a acção, mas parecem  divergir na solução. Se a França retaliar militarmente, Vladimir Putin  acompanhará, já o disse no sábado: “estes ataques só mostram a premência  da guerra ao terrorismo”. \u003Cbr \/\u003EOs EUA não ficarão atrás da Rússia e a  Grã-Bretanha irá a jogo. Se os ataque sofrem coordenados e dirigidos com  informação fiável contra bases do Estado Islâmico podem enfraquecê-lo o  suficiente, se em terra as tropas sírias, o Hezbollah e os Guardas da  Revolução, iranianos, aproveitarem a cobertura aérea para ocuparem as  posições do grupo terrorista. E se, um grande “e se”, em Viena  conseguirem decidir quem são os “bons rapazes” e as potências europeias  conseguirem concertar-se com os russos e iranianos?\u003Cbr \/\u003EPara já o Estado  Islâmico conseguiu uma vitória: amedrontar pelo terror a França e os  europeus e fechar uma das principais conquistas da União Europeia:  condicionar a livre circulação."},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/1079304045974744272"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/1079304045974744272"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2015\/11\/paris-e-mais-uma-vitoria-do-auto.html","title":"Paris é mais uma vitória do auto-proclamado Estado Islâmico"}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]},{"id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-7724746994889598770.post-3768060182899080925"},"published":{"$t":"2007-06-01T13:59:00.000+01:00"},"updated":{"$t":"2016-10-20T16:47:24.874+01:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"França"}],"title":{"type":"text","$t":"O regresso de Ségolène"},"content":{"type":"html","$t":"\u003Cbr \/\u003EBENJAMIM FORMIGO | 01 Junho 2007\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003EEsta semana, a política francesa, a duas semanas da primeira volta legislativa, viu o regresso da mesma Ségolène Royal que parece não assumir a derrota das presidenciais transformando-a numa rampa de lançamento para uma campanha legislativa que se adivinh\u003Cbr \/\u003ENa noite de 6 de Maio, pouco depois de conhecidas as primeiras projecções dando a vitória ao seu rival Nicholas Sarkozy, foi uma Ségolène Royal quase vitoriosa quem primeiro se dirigiu ao eleitorado reconhecendo a vitória do seu rival e anunciando que o dia 6 de Maio era apenas o começo de uma luta por uma nova esquerda e uma nova forma de fazer oposição. Uma oposição forte com Ségolène na primeira linha.\u003Cbr \/\u003EPouco depois, a candidata socialista anunciou que não tocaria a sua circunscrição por um lugar no Parlamento. Não seria candidata, mas nem por isso deixaria de estar na primeira linha da oposição. Tornou-se claro que Ségolène Royal apontava para a sucessão de François Hollande na liderança do PS francês. Uma sucessão que não será fácil, se esse for o caminho. À partida Ségolène é um corpo estranho ao aparelho partidário. Muitos pensam que o aparelho poderá tender a favorecer a nova geração ou a escolher um líder de transição. Dominique Strauss-Kahn, Laurent Fabius seriam candidatos mais enquadrados num aparelho que os envolve.\u003Cbr \/\u003ENad, porém, parece estar escrito para esta mulher que sacudiu a política e o eleitorado francês e chamou, mais do que nunca as atenções mundiais para as presidenciais e a politica francesa. Menos de uma semana após a sua derrota presidencial, na reunião do Conselho Nacional do PS, de 12 de Maio, surgiu novamente uma Ségolène combativa. Critica da \"indisciplina\" do PS e exigindo que no próximo congresso os socialistas definam quem será o seu candidato às presidenciais de 2012. Expõe a sua ambição de conseguir uma ampla coligação das forças de esquerda francesas sem dela excluir o terceiro candidato presidencial François Bayrou, um centrista assumido, nem o PC.\u003Cbr \/\u003ENotícia feita Ségolène Royal desaparece num silêncio discreto e especulativo.\u003Cbr \/\u003EO PS tem o seu congresso previsto para o final de 2008. Mas tudo indicia que François Hollande irá abandonar o lugar mais cedo, possivelmente após as eleições deste mês. Se assim for a Conselho Nacional terá de antecipar o congresso para eleger um novo líder tanto mais que François Hollande sai não por se sentir obrigado mas porque ao fim de dez anos à frente do partido entende ter chegado o momento de abandonar o cargo pelo seu pé tendo mesmo deixado já claro que não irá disputar novo mandato.\u003Cbr \/\u003EA estratégia de Ségolène Royal está dependente do timing que Hollande escolher, ou de um acordo entre os dois. Ségolène pode até nem pretender liderar a oposição como dirigente máxima do PS, pode aspirar a liderar uma coligação alargada ou simplesmente conseguir que o próximo congresso socialista a aponte como candidata para 2012, situação extraordinária que colocaria a França com dois presidentes, um no Eliseu à frente do Governo, outro sem residência oficial à frente da oposição e não sendo deputado inibindo Sarkozy de o confrontar institucionalmente.\u003Cbr \/\u003ESeja como for Ségolène preparou o seu regresso quebrando o silêncio segunda-feira passada numa entrevista à France 2. Ali voltou a sublinhar os princípios defendidos da noite de 6 de Maio preparando também o terreno para o dia seguinte: o grande reencontro da família socialista onde todos os dirigentes se mostraram unidos face ao seu eleitorado e ao eleitorado em geral.\u003Cbr \/\u003EUma reunião que o maire de Paris fez questão de abrir a \"reunião da unidade\" como anfitrião que foi. Após uma breve o \"maire\" saudou os restantes líderes começando por agradecer a Ségolène Royal \"aquela que conseguiu reunir 17 milhões de vozes\". O mote estava lançado para o que seria uma noite de consagração de Ségolène Royal face aos seus opositores críticos no PS. Ségolène pegou o seu tema preferido da \"nova oposição\", reafirmou-se pronta a todos os combates e conseguiu cinco minutos consecutivos de ovação que ninguém conseguiu abreviar, nem mesmo as tentativas do primeiro secretário da federação de Paris. Os críticos de Ségolène conseguiram mesmo alguns assobios.\u003Cbr \/\u003EO cenário está montado. Importa saber se a ex-candidata presidencial irá rapidamente aceitar a sua parte da responsabilidade na derrota eleitoral, continuar confiante reconhecendo os seus erros e admitindo que outros também podem estar certos. Importa saber qual vai ser o timing de François Hollande e, sobretudo o grau de envolvimento de Ségolène Royal numa disputa eleitoral onde não é candidata. Até agora, nas sondagens, o PS não conseguiu descolar dos 30 por cento vendo as forças que apoiam Sarkozy subir progressivamente."},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/3768060182899080925"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/3768060182899080925"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2007\/06\/o-regresso-de-segolene_1.html","title":"O regresso de Ségolène"}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]},{"id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-7724746994889598770.post-9094425617462918277"},"published":{"$t":"2007-04-13T20:13:00.000+01:00"},"updated":{"$t":"2016-08-08T20:13:19.332+01:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"França"}],"title":{"type":"text","$t":"A encruzilhada francesa"},"content":{"type":"html","$t":"\u003Cspan class=\"autor_data autorOpiniao\"\u003E\u003Cspan\u003EBenjamim Formigo\u0026nbsp;\u003C\/span\u003E\u003C\/span\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cspan class=\"autor_data autorOpiniao\"\u003E\u003Cspan\u003E\u0026nbsp;\u003C\/span\u003E | 13 Abril 2007\u003C\/span\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cspan class=\"autor_data autorOpiniao\"\u003E\u0026nbsp;\u003C\/span\u003E\u003Cspan class=\"leadNoticia\"\u003EPela primeira vez,  poucos dias depois da abertura oficial da campanha eleitoral em França,  não existe um vencedor definido. Sarkozy, ex-ministro de Jacques Chirac,  recebeu o ápio do Presidente, mas a suspeição caiu sobre esse apoio.  Ségolène Royal já não \u003C\/span\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cdiv id=\"formataTexto\"\u003ESégolène Royal já  não tem de ultrapassar as dúvidas sobre a estatura de estadista, tem de  enfrentar um surpreendente misóginismo e François Bayrou continua sem  fazer passar a sua mensagem.\u003Cbr \/\u003E No dia de abertura da campanha, e a duas semanas da primeira volta  das presidenciais, 42 por cento dos eleitores estava indeciso quanto ao  seu voto, incluindo as mulheres de quem se esperaria um apoio à  candidata socialista.\u003Cbr \/\u003E O défice de Ségolène Royal tem feito correr tinta nas mais diversas  análises publicadas na Imprensa francesa e em Ensaios de sociólogos e  politólogos. Estará Ségolène Royal a ser vítima do misoginismo e de um  inesperado domínio masculino da cena política? A resposta para já parece  ser um rotundo \"sim\".\u003Cbr \/\u003E A candidata socialista que tem apresentado um discurso articulado  começa a ver-se obrigada a, mesmo que pontualmente, fazer reajustes nas  suas propostas, não para as melhorar ou responder a pressões masculinas  mas para evitar as criticas, frequentemente infundamentadas. Isso pode  transformar-se num princípio do fim se continuar e se for levado ao  exagero. Contudo, Ségolène está a ter de responder a uma verdadeira  conspiração de assassínio político, e o paternalismo proteccionista de  alguns destacados dirigentes socialistas não tem ajudado.\u003Cbr \/\u003E Escritoras e jornalistas têm vindo a público denunciar a campanha  machista contra a candidata, não por ela ser socialista e ter ideias  inovadoras mas apenas por ser mulher, e não poupam as críticas às  mulheres que tiverem, no século passado, de esperar até aos 24 anos para  poderem votar, tiveram de esperar pelo final da guerra para entrarem da  Academia de França e não podiam abrir uma conta bancária sem  autorização do pai ou do marido. Contudo, elas foram essenciais ao  \"maquis\" e o seu papel da \"resistence\" foi notável.\u003Cbr \/\u003E No meio desta tempestade cortante, embora disfarçada cinicamente, as  ideias políticas dos candidatos não conseguem estar na primeira linha  mais de alguns dias.\u003Cbr \/\u003E Sarkozy lidera as sondagens mas ensombrado por notícias do \"Canard  Enchaîné\" de que trocara o apoio de Chirac por uma protecção que coloque  o ainda Presidente ao abrigo dos Tribunais que com ele querem acertar  algumas contas. O \"Canard Enchaîné\" não é apenas um pequeno jornal mas  uma publicação de pequenos escândalos a maior parte das vezes  verdadeiros. Poucas foram as vezes que os queixosos conseguiram uma  condenação do jornal e ainda mais as vezes que os acusados optaram por  deixar cair o assunto do esquecimento.\u003Cbr \/\u003E Nas duas semanas que se seguem, a questão de fundo parece ser apenas  quem irá com Sarkozy à segunda volta. Ségolène continua sob o fogo da  esquerda e Bayrou tem um apoio reservado do seu partido ao pretender  esbater a clivagem entre esquerda e direita e colocar-se ao centro para  beneficiar de alguma antipatia face ao carácter buliçoso de Sarkozy, um  homem que, diz-se, só trabalho sob tensão (o que a França menos  necessita neste momento). Contudo, a crer nas sondagens, cada vez mais  criticadas Sarkozy tem a passagem garantida os outros dois candidatos  andam quase lado a lado, com ligeiras vantagens para Ségolène.\u003Cbr \/\u003E A decisão está definitivamente nas mãos das mulheres e na sua  verdadeira libertação da influência dos ápis e dos maridos, escrevem os  sociólogos franceses. \u003Cbr \/\u003E Benoîte Groult, escritora, criticava esta semana no \" Le Monde \" que  \"uma parte do nosso carácter nacional não evoluiu: a misoginia. Ela  continua fresca e feliz, espontânea e satisfeita. (?) Pensava que a  misoginia estava desgastada. Um erro que é necessário não cometer se  quisermos compreender o que se passa nesta campanha (...) Foi suficiente  que (Ségolène Royal) se tornasse candidata de PS (...) que todos os  ‘Clichés’ voltassem a florir\".\u003Cbr \/\u003E Se Ségolène passar à segunda volta, que atitude irá tomar uma  esquerda de pequenos e divididos partidos? Bayrou pertence centrar a  França para afastar a turba de Le Pen e não lhe são conhecidas simpatias  por Sarkozy, contudo os seus apoiantes dividir-se-ão.\u003Cbr \/\u003E Uma outra possibilidade lamentável não é de excluir: a vitória de  Sarkozy na primeira volta graças a uma atitude machista de uns e  submissa das mulheres. Ségolène pode perder mas se isso suceder à  primeira volta as derrotadas serão as mulheres francesas primeiro, o PS  depois e só finalmente a candidata.\u003C\/div\u003E"},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/9094425617462918277"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/9094425617462918277"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2007\/04\/a-encruzilhada-francesa.html","title":"A encruzilhada francesa"}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]}]}});