// API callback
related_results_labels_thumbs({"version":"1.0","encoding":"UTF-8","feed":{"xmlns":"http://www.w3.org/2005/Atom","xmlns$openSearch":"http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/","xmlns$blogger":"http://schemas.google.com/blogger/2008","xmlns$georss":"http://www.georss.org/georss","xmlns$gd":"http://schemas.google.com/g/2005","xmlns$thr":"http://purl.org/syndication/thread/1.0","id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-7724746994889598770"},"updated":{"$t":"2018-09-17T10:16:20.712+01:00"},"category":[{"term":"Estados Unidos"},{"term":"Europa"},{"term":"Eleições"},{"term":"Barack Obama"},{"term":"Síria"},{"term":"Crise"},{"term":"Portugal"},{"term":"Donald Trump"},{"term":"Terrorismo"},{"term":"Crise económica"},{"term":"ONU"},{"term":"Africa"},{"term":"Ucrânia"},{"term":"Irão"},{"term":"União Europeia"},{"term":"Estado Islâmico"},{"term":"Líbia"},{"term":"Rússia"},{"term":"Angola"},{"term":"Israel"},{"term":"Putin"},{"term":"Euro"},{"term":"Grécia"},{"term":"Guerras"},{"term":"Sudão"},{"term":"jornalismo"},{"term":"Afeganistão"},{"term":"Alianças"},{"term":"Economia"},{"term":"G-20"},{"term":"Hillary Clinton"},{"term":"Petróleo"},{"term":"Sarkosy"},{"term":"Saúde"},{"term":"Alemanha"},{"term":"Angela Merkel"},{"term":"Armas químicas"},{"term":"Brasil"},{"term":"Brexit"},{"term":"China"},{"term":"Coreia"},{"term":"França"},{"term":"Médio Oriente"},{"term":"NATO"},{"term":"Política Internacional"},{"term":"Turquia"},{"term":"Ameaça"},{"term":"Anti-terrorismo"},{"term":"Clima"},{"term":"Conflitos"},{"term":"Crise alimentar"},{"term":"Egipto"},{"term":"Espionagem"},{"term":"FMI"},{"term":"George Bush"},{"term":"Globalização"},{"term":"Golpe"},{"term":"Guerra fria"},{"term":"Iraque"},{"term":"Islão"},{"term":"Liderança"},{"term":"Mass Media"},{"term":"Mundo"},{"term":"Palestina"},{"term":"Paz"},{"term":"Política"},{"term":"Refugiados"},{"term":"Sec XXI"},{"term":"Tunísia"},{"term":"Acidentes"},{"term":"Al Qaeda"},{"term":"Ambiente"},{"term":"America do Sul"},{"term":"António Guterres"},{"term":"Armamento"},{"term":"Ataques"},{"term":"Balanços"},{"term":"Bernie Sanders"},{"term":"Cambodja"},{"term":"Chavez"},{"term":"Chipre"},{"term":"Clinton"},{"term":"Combustíveis"},{"term":"Comunidade internacional"},{"term":"Convenção de Genéve"},{"term":"Crise Europeia"},{"term":"Cuba"},{"term":"Defice Democratico"},{"term":"Democratas"},{"term":"Desafios"},{"term":"Desastres de Aviação"},{"term":"Desenvolvimento"},{"term":"Direitos Humanos"},{"term":"Educação"},{"term":"Eleições EUA 2016"},{"term":"Emprego"},{"term":"Esclavagismo"},{"term":"FBI"},{"term":"Futuro"},{"term":"G-8"},{"term":"G8"},{"term":"Grexit"},{"term":"Guiné"},{"term":"Hillary"},{"term":"Hungria"},{"term":"Igreja"},{"term":"Instabilidade"},{"term":"Internet"},{"term":"Irracionalidade"},{"term":"KKK"},{"term":"Liberdade"},{"term":"Luta"},{"term":"Líderes Mundiais"},{"term":"Maduro"},{"term":"Mali"},{"term":"Malthus"},{"term":"Marcelo Rebelo de Sousa"},{"term":"Militares"},{"term":"Mudanças Sociais"},{"term":"Muhamar Al-Kadhafi"},{"term":"México"},{"term":"Nelson Mandela"},{"term":"Norte de Africa"},{"term":"Noruega"},{"term":"Nuclear"},{"term":"OTAN"},{"term":"Ocidente"},{"term":"Orlando"},{"term":"Pacífico"},{"term":"Papa"},{"term":"Petrodólares"},{"term":"Presidência"},{"term":"Presidênciais USA"},{"term":"RCA"},{"term":"RU"},{"term":"Recursos Mundiais"},{"term":"Republicanos"},{"term":"Revolução Social"},{"term":"Segunda Guerra Mundial"},{"term":"Seguros"},{"term":"Senhores do Mundo"},{"term":"Siria"},{"term":"Somália"},{"term":"Sérvia"},{"term":"Terceiro Mundo"},{"term":"Tortura"},{"term":"Venezuela"},{"term":"Xenofobia"},{"term":"crise humanitária"},{"term":"Água"},{"term":"Ásia"}],"title":{"type":"text","$t":"Horizontes"},"subtitle":{"type":"html","$t":"Escritos e bocas"},"link":[{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#feed","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/feeds\/posts\/default"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/-\/Elei%C3%A7%C3%B5es?alt=json-in-script\u0026max-results=6"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/search\/label\/Elei%C3%A7%C3%B5es"},{"rel":"hub","href":"http://pubsubhubbub.appspot.com/"},{"rel":"next","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/-\/Elei%C3%A7%C3%B5es\/-\/Elei%C3%A7%C3%B5es?alt=json-in-script\u0026start-index=7\u0026max-results=6"}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}],"generator":{"version":"7.00","uri":"http://www.blogger.com","$t":"Blogger"},"openSearch$totalResults":{"$t":"20"},"openSearch$startIndex":{"$t":"1"},"openSearch$itemsPerPage":{"$t":"6"},"entry":[{"id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-7724746994889598770.post-2563565586009423825"},"published":{"$t":"2016-05-10T18:37:00.002+01:00"},"updated":{"$t":"2016-05-10T18:37:56.983+01:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Donald Trump"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Eleições"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Estados Unidos"}],"title":{"type":"text","$t":"Trump e a estratégia democrata"},"content":{"type":"html","$t":"\u003Cheader\u003E     \u003Ch1 class=\"title-section2 serif\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/h1\u003E\u003Cstrong\u003EBenjamim Formigo |\u003C\/strong\u003E\u003Cbr \/\u003E                        7 de Maio, 2016\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/header\u003E         \u003Cdiv class=\"intro\"\u003E         \u003Cdiv class=\"texted\"\u003E         Nas eleições presidenciais norte-americanas, se (e este se é  em letras  bem sublinhadas) as sondagens fossem fiáveis, ninguém tinha  razões para  se preocupar, a não ser os republicanos.\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/div\u003E\u003C\/div\u003EDepois da desertificação das candidaturas à nomeação  republicana, Donald\u0026nbsp; Trump será o candidato, mas um candidato que face  aos dois democratas ainda na corrida, Hillary\u0026nbsp; Clinton e Bernie Sanders,  perdia as eleições –\u0026nbsp; segundo as sondagens.\u003Cbr \/\u003EEstou certo de que  haveria um suspiro de alívio com o afastamento de Trump. Contudo, do  lado democrata, Hillary tem praticamente garantida a nomeação em  Filadélfia na Convenção Nacional Democrata. O problema é que só tem  praticamente garantida. Existe uma janela de oportunidade para Sanders e  algumas indicações apontam para que o velho senador recorra a tudo,  incluindo novos elementos sobre a controvérsia dos e-mails da sua rival  enquanto era Secretária de Estado, para conseguir até à Califórnia um  número de delegados firme que lhe dê a possibilidade de ser apoiado  pelos chamados Superdelegados. Isso poderia vir a complicar o resultado  que neste momento aponta a favor de Clinton. \u003Cbr \/\u003ENo passado,Bernie  Sanders disse alto e bom som, num debate, que “estava farto, o país está  farto de ouvir falar dos e-mails”. Uma atitude muito conforme à  seriedade do candidato. Bernie Sanders, apesar da sua idade, 70 anos,  consegue uma penetração horizontal junto dos jovens, parte importante do  eleitorado, da classe trabalhadora e de algumas minorias, mas falha nos  hispânicos, afro-americanos, classe média e faixa etária acima dos  40\/45 anos que prefere Hillary. Porquê? Em primeiro lugar, a sua  experiência, o seu relacionamento com os jovens, a simpatia da classe  operária por ele. Depois, porque Hillary ainda não descolou da imagem  arrogante dos tempos de primeira dama e Secretária de Estado, uma  arrogância difícil de provar, de sentir, mas que uma parte do eleitorado  lhe aponta. Por outro lado, as mulheres preferem Sanders a Clinton.\u003Cbr \/\u003ENas  semanas que restam os democratas têm apenas duas hipóteses: ou se unem e  abrem fogo em conjunto e concertadamente contra Trump, mostram uma  frente unida e tornam coincidente o voto dos que se dividem entre  Hillary e Bernie, deixando mesmo em aberto o desejo de muitos, um  “ticket” Clinton\/Sanders ou Bernie\/Hillary que reúna os americanos  divididos. Se optam por se atacarem um ao outro, para garantirem a opção  dos Super delegados, acabam por deixar Trump “à solta” nestes meses que  restam até àsConvenções partidárias e, para além deles, até às  eleições. Trump, desbocado como tem sido, não resiste à mão na anca para  responder a um ataque concertado.\u003Cbr \/\u003ENa verdade, o Partido Republicano  muito provavelmente agradeceria se os democratas derrotassem Trump.  Tinham pelo menos cinco anos para unir o partido e pôr a casa em ordem. O  resto do mundo provavelmente também. Alguém lhe comprava um carro em  segunda mão ou assinava com os EUA um acordo sabendo que a  conflituosidade estava na Sala Oval? Duvido, embora com os americanos  nunca se saiba."},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/2563565586009423825"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/2563565586009423825"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2016\/05\/trump-e-estrategia-democrata.html","title":"Trump e a estratégia democrata"}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]},{"id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-7724746994889598770.post-8451964647398360265"},"published":{"$t":"2016-04-29T17:28:00.000+01:00"},"updated":{"$t":"2016-04-29T18:59:28.623+01:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Donald Trump"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Eleições"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Estados Unidos"}],"title":{"type":"text","$t":"As confusões de Trump"},"content":{"type":"html","$t":"\u003Cbr \/\u003E\u003Cheader\u003E     \u003Ch1 class=\"title-section2 serif\"\u003E\u003C\/h1\u003E\u003Cb\u003EBenjamim Formigo |\u003C\/b\u003E\u003Cbr \/\u003E                        29 de Abril, 2016\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/header\u003E         \u003Cbr \/\u003E\u003Cdiv class=\"intro\"\u003E\u003Cdiv class=\"texted\"\u003EO pronunciamento, ou seria discurso, de Donald Trump sobre a  política  externa se ganhasse as eleições, deixaram diplomatas,  jornalistas e  observadores ainda mais confusos.\u003C\/div\u003E\u003C\/div\u003EPara começar, parece indiscutível das últimas  declarações do putativo candidato republicano que quer devolver aos  Estados Unidos a grandeza, que como diz e bem Hillary Clinton, nunca  deixaram de ter. Donald Trump encara os seus aliados em geral, foi ele  que o afirmou por outras palavras, como um bando que pretende viver sob a  protecção dos Estados Unidos, o que é verdade, e não pagar por isso, o  que já é debatível. As alianças militares dos EUA com os seus aliados  europeus e asiáticos ou no Pacífico são de mútuo interesse. É um facto  que é Washington quem paga a maior parte da factura e isso mesmo disse-o  Barack Obama quando há dias decidiu “puxar as orelhas” aos europeus.  Mas também é um facto que quer a Europa quer a Ásia–Pacífico são campos  de batalha avançados dos Estados Unidos. Se pretendem a protecção dos  EUA, têm de a pagar, em dinheiro ou em géneros. Não vale a pena perder  mais tempo com este assunto. Donald Trump parece ignorar, ou ignora  mesmo, que essas alianças militares visam, em primeiro lugar, proteger  as rotas marítimas comerciais e garantir, em caso de confronto, as  linhas de abastecimento. \u003Cbr \/\u003EComo se da negociação de imóveis se  tratasse, o putativo candidato embrenhou-se numa tese de trocas que  deixou os observadores confusos. A China, ao desenvolver as suas ilhas  artificiais, é uma ameaça ao comércio americano e os EUA, garante Trump,  imporá limitações comerciais. Tudo isto, como se Pequim não tivesse à  disposição os meios financeiros para retaliar, deixando os EUA em maus  lençóis. Para já não falar no défice comercial dos EUA com a China. \u003Cbr \/\u003EMas  ao mesmo tempo que faz estas afirmações, Trump também acrescenta ser  seu objectivo dialogar e melhorar as relações com Pequim e Moscovo. Com  Moscovo quer cooperar na luta contra o terrorismo global. Moscovo  manifesta simpatia. Isso legitimaria a sua presença na Síria, combatendo  ao mesmo tempo o autoproclamado “Estado Islâmico” e apoiaria o seu  aliado Assad.\u003Cbr \/\u003EPor um lado, Donald Trump afirma que há armas nucleares  a mais, mas aceita que o Japão e a Coreia do Sul fabriquem o seu  próprio arsenal em defesa contra a Coreia do Norte e, claro, a China. \u003Cbr \/\u003EAinda  no Médio Oriente, de manhã Trump começa por dizer que não se quer meter  no assunto, mas à tarde o “lobby” israelita explica-lhe o ponto de  vista tradicional americano e Donald Trump passa a defender dois  Estados, desde que a Palestina reconheça o Estado de Israel. O potencial  nuclear iraniano é inaceitável e foi o pior acordo de Obama – sustenta  Trump, mas nada diz sobre os pequenos arsenais do Paquistão e Índia,  perigosos se cai em nas mãos de grupos terroristas ou se desencadeiam um  conflito regional. \u003Cbr \/\u003EPara Trump, os grupos muçulmanos devem ser  banidos dos EUA e um muro a separar a fronteira com o México ser  erguido. Estas afirmações feitas durante a campanha foram suavizadas  quase a ponto de passarem despercebidas. Donald Trump cheira finalmente o  poder, com os seus rivais republicanos em má posição para disputarem a  sua nomeação. \u003Cbr \/\u003ETrump quer ser Presidente imprevisível. Tão  imprevisível que não consegue ser olhado sem reservas pelos seus aliados  e por muitos americanos que mesmo assim irão votar no homem que deita  cá para fora o que sente, mesmo que isso vá contra a tradição política  republicana.\u003Cbr \/\u003EAs sondagens publicadas desde o início deste mês mostram  uma aproximação crescente entre Hillary Clinton e Donald Trump. Os  resultados ponderados de Junho de 2015 davam a Hillary 51,7 por cento  das intenções de voto, contra 33,3 por cento para Trump. A 27 de Abril  deste ano, Clinton não passava dos 45,9 por cento de intenções de voto,  contra 37,8 por cento de votos para Trump, embora todas as sondagens  realizadas desde o início de Abril dêem uma vantagem a Hillary. Uma  vitória à segunda volta pode reflectir os resultados da primeira, por  não haver mais candidatos e muito depende agora do vice que Hillary vier  a escolher. Bernie Sanders\u0026nbsp; seria uma boa opção pois a sua popularidade  é transversal a todos os estratos etários e sociais, mas não será uma  opção evidente, embora os candidatos democratas tenham evitado  hostilizar-se. Um mau vice para Hillary poderia mobilizar eleitorado  para Donald Trump e tornar a vitória à primeira volta menos impossível."},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/8451964647398360265"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/8451964647398360265"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2016\/04\/as-confusoes-de-donald-trump.html","title":"As confusões de Trump"}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]},{"id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-7724746994889598770.post-6513877434626194276"},"published":{"$t":"2016-04-12T19:26:00.002+01:00"},"updated":{"$t":"2016-04-29T17:32:41.708+01:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Donald Trump"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Eleições"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Estados Unidos"}],"title":{"type":"text","$t":"Volatilidade eleitoral"},"content":{"type":"html","$t":"\u003Cbr \/\u003E\u003Cheader\u003E     \u003Ch1 class=\"title-section2 serif\"\u003E\u003C\/h1\u003E\u003Cb\u003EBenjamim Formigo |\u003C\/b\u003E\u003Cbr \/\u003E                        12 de Abril, 2016\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/header\u003E         \u003Cbr \/\u003E\u003Cdiv class=\"intro\"\u003E\u003Cdiv class=\"texted\"\u003EJunho será o limite para Trump conseguir 60 por cento, ou  seja, 1.237  delegados à Convenção Republicana, para ter a candidatura  oficialmente  apoiada pelo Partido Republicano.\u003C\/div\u003E\u003C\/div\u003EDois grandes prémios jogam-se a 7 de Junho: Nova  Iorque e a Califórnia. Contudo, nas últimas semanas, depois da  desistência de Jeb Bush e do candidato preferido do“establishment”  republicano, Mário Rubio, a concorrência Donald Trump aumentou, com os  votos moderados a caírem para o discreto John Kasich e o radical do “Tea  Party” Ted Cruz.\u003Cbr \/\u003ECom a opinião pública por formatar, os republicanos  vão-se reunir em Julho em Cleveland, Ohio, para escolherem entre os  mais votados nas primárias. Aqui, o voto popular conseguido nas  primárias pode – e já sucedeu – ser alterado pelo sentido do voto das  centenas de “grandes eleitores”, os homens do partido que têm a última  palavra e podem alterar o sentido do voto e, até,convencer delegados a  alterarem o seu voto. O que é válido para os republicanos é para os  democratas, que passam pelo mesmo sistema final de escolha.\u003Cbr \/\u003EDo lado  democrata, a corrida parece estar a começar. Há algumas semanas ninguém  duvidava de uma vitória de Hillary Clinton. Nas últimas semanas, o  carisma de Bernie Sanders e a sua estrutura política levaram a uma  recuperação considerável do senador. Clinton ganhou até agora mais  Estados e mais delegados. Contudo, Sanders parece ter entrado no seu  território, ganhando sete dos oito Estados em disputa nas últimas  semanas.\u003Cbr \/\u003EO dia 19 de Abril será crucial para os democratas. Em  disputa vão estar os delegados por Nova Iorque – e não são poucos –  seguindo-se uma linha de disputas a partir de 26 de Abril que deixam  tudo em aberto. Sobretudo porque um dos dois grandes prémios, Nova  Iorque, pode cair para qualquer um dos candidatos. O mesmo se poderá  dizer da Califórnia, mais liberal e eventualmente mais próxima de  Sanders. Sem falar nos “super-delegados”. Segundo uma sondagem da  Associated Press, Sanders conta apenas com 38 “super-eleitores” e  Clinton beneficia dos restantes. Mesmo que Bernie Sanders tivesse a  maioria de delegados, Hillary bate-o nos tais “super-eleitores” ou  “super-delegados”, a tal “mainstream” do Partido Democrático, que até  pode agradar à Califórnia com uma meia centena de votos no Colégio  Eleitoral.\u003Cbr \/\u003ENo entanto, nas sondagens é Sanders quem ganha a todos os  candidatos republicanos, enquanto Hillary apenas ganha a Donald Trump.  Resta saber se é possível confiar nas sondagens num processo tão  complicado como o dos EUA, sem contar com a volatilidade dos seus  eleitores."},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/6513877434626194276"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/6513877434626194276"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2016\/04\/volatilidade-eleitoral.html","title":"Volatilidade eleitoral"}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]},{"id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-7724746994889598770.post-1825821485312551022"},"published":{"$t":"2016-03-16T18:30:00.000+00:00"},"updated":{"$t":"2016-04-29T17:32:17.536+01:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Donald Trump"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Eleições"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Estados Unidos"}],"title":{"type":"text","$t":"Racismo e xenofobia de Trump dividem os EUA"},"content":{"type":"html","$t":"\u003Cbr \/\u003E\u003Cheader\u003E\u003Cb\u003EBenjamim Formigo |\u003C\/b\u003E\u003Cbr \/\u003E                        16 de Março, 2016\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/header\u003E         \u003Cbr \/\u003E\u003Cdiv class=\"intro\"\u003E\u003Cdiv class=\"texted\"\u003ENão recordo uma campanha eleitoral tão divisiva nem tão  violenta como  esta que Trump orquestra para tentar chegar à Casa  Branca, eliminando  não os candidatos democratas mas o próprio Partido  Republicano,  incluindo a ala conservadora do “TeaParty” representada  por Ted Cruz,  senador do Texas.\u003C\/div\u003E\u003C\/div\u003ENem as manifestações de 1968 contra a guerra do  Vietname à porta da Convenção Democrata em Chicago tiveram a proporção  das que se vêm repetindo ao longo da campanha de Trump e que tiveram o  seu expoente máximo na sexta-feira em Chicago. Menos ainda se viu os  candidatos apelarem e apoiarem formas de expressão violentas a coberto  da 1.ª Emenda (da Constituição dos EUA, Liberdade de Expressão).\u003Cbr \/\u003EDonald  Trump conseguiu em meses destruir o mito do “meltingpot” que seriam os  Estados Unidos, a terra onde há lugar para todos e onde todos têm as  mesmas oportunidades e direitos e merecem o mesmo respeito. Trump, com a  sua ridícula franja de uma não menos ridícula cabeleira loira, destruiu  o mito americano, dividiu de facto o país, explorou a xenofobia contra  as massas desfavorecidas, os negros ou os hispânicos, explorou o sexismo  na sua forma mais torpe fazendo tábua rasa do papel da Mulher. O homem  que quer o título de líder do mundo livre (outro mito americano)  insultou os seus vizinhos mexicanos, rebaixou os canadianos, mostrou  total desconhecimento do que se passa no Mundo, ignorou os seus aliados.\u003Cbr \/\u003EAté  Martin Shulz, presidente do Parlamento Europeu, abandonou a sua  diplomática posição recatada para dizer que a Europa não estava  preparada para tal presidente.\u003Cbr \/\u003EDe um presidente dos Estados Unidos  espera-se um exemplo de sobriedade, moderação, diálogo mas também  firmeza. Donald Trump não corresponde a nenhum destes quesitos. Para  começar,Trump não era, nem é, o candidato que o Partido Republicano  queria. Os republicanos procuravam alguém na “mainstream” do GOP  (GreatOldParty – designação comum\u0026nbsp; dos republicanos), mesmo uma réplica  de um George Bush (pai ou filho, preferencialmente pai) servia. O homem  do aparelho era Marco Rubio. O “TeaParty” avançou comum  ultraconservador, Ted Cruz, do Texas, o que já não era fácil de engolir e  divisivo no GOP. Os milhões de Donald Trump avançaram com Donald Trump  que, desde logo, fez saber que se o partido não apoiasse a sua  candidatura se apresentaria como independente pagando do seu  multimilionário bolso a campanha eleitoral.\u003Cbr \/\u003EConhecido pelos seus  sucessos e fracassos empresariais, pela sua incontinência verbal e falta  de bom senso,Trump elegeu os grupos brancos insatisfeitos para o  lançamento da sua verborreia insultuosa. Atirou-se ao movimento “Black  LifeMatters”, criado em protesto contra a violência policial sobre a  comunidade negra americana. Respondeu aos grupos brancos desfavorecidos,  muitos pelo desemprego, acusando os imigrantes (na ilegalidade ou  legalidade), designadamente os mexicanos e outros hispânicos, de lhes  roubarem os postos de trabalho. Denegriu a imagem de Barack  Obama,questionando se era americano e, depois, sugerindo que era  muçulmano. Na passada atacou os muçulmanos em geral como terroristas,  prometeu atacar os chineses (presume-se que economicamente), arrasar a  Coreia do Norte e por aí fora.\u003Cbr \/\u003ESe tudo isso não chegasse, ao perceber  que a baixa escolaridade do seu eleitorado fazia eco aos seus ataques,  acentuou cada vez mais as divisões entre etnias, religiões, classes  sociais. Não era de admirar as contramanifestaçãos nos seus comícios.  Respondeu-lhes apoiando tanto a repressão pela polícia como pelos seus  apoiantes, a quem promete “pagar os advogados”. Nem MontyPiton faria  melhor. Infelizmente, não se trata de uma comédia ridicularizando um  político menor vivendo à margem da realidade. Ao fim de um ano de  campanha, com as suas críticas à Casa Branca e a ridicularização do  Congresso, Donald Trump consegue ser ouvido e seguido e divide os  americanos como nunca. Ao contrário do que sucedeu durante a guerra do  Vietname (e outras) a divisão não é transversal. É um emaranhado de  sectarismos, de racismos, de descontentes que encontram nas suas  palavras aquilo que emotivamente gostariam de dizer aos governantes,  mesmo que injustamente. Perante um eleitorado intelectualmente pouco  sofisticado,Trump chega mesmo a dizer que “não pode condenar o KuKluxKan  porque não o conhece suficientemente”.\u003Cbr \/\u003EO Partido Republicano está  quase em pânico. Os seus candidatos que, se perdessem para Trump o  apoiariam contra o candidato democrata, começam a manifestar  publicamente reservas, em especial Marco Rubio, o candidato  institucional do GOP. Donald Trump tem brincado com o fogo, libertou  forças que estavam contidas, e será que um Presidente Trump teria  capacidade para as controlar? Seguramente que não. Se os democratas  ganharem, vão ter de apanhar os cacos e colar os vasos ming que a  inconsciência de Trump escavacou. Um elefante numa loja de porcelana é,  de facto, a melhor imagem do multimilionário. A imagem política e  social.\u003Cbr \/\u003EComo irá o Partido Republicano, com ou sem vitória de Trump,  reconstruir-se como um partido de elites, económicas, intelectuais e até  de boa parte da classe média? Esse é o “dayafter” do GOP. Sem falar nas  relações entre um Presidente Trump e um Congresso cuja maioria,  actualmente republicana, insultou? \u003Cbr \/\u003EDaí que tanto Hillary Clinton  como BernieSanders, candidatos democratas, se afastem da campanha  primária pela candidatura democrata para criticarem Trump  concertadamente. As possibilidades de uma vitória democrata são  consideráveis face a um Partido Republicano dividido, onde até alguns  governadores recusam o apoio ao multimilionário, chegando mesmo a  criticá-lo. Contudo, os democratas têm pela frente vários imponderáveis.  Em que medida a retórica de Trump acusando Obama, por ser negro, tem  dividido o país? Até que ponto continuará a “cegueira” dos americanos  que culpam Obama pela crise económica, quando os EUA estão em plena  recuperação, com o desemprego a cair, a situação de defesa e segurança  estável, a inflação em níveis normaise os indicadores económicos de um  modo geral positivos?\u003Cbr \/\u003ESerá que alguém se sente mais seguro com um  diletante como Donald Trump sentado em cima ou ao lado da mala com os  códigos de lançamento do arsenal nuclear?"},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/1825821485312551022"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/1825821485312551022"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2016\/03\/racismo-e-xenofobia-de-trump-dividem-os.html","title":"Racismo e xenofobia de Trump dividem os EUA"}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]},{"id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-7724746994889598770.post-3652063922892709936"},"published":{"$t":"2016-03-03T18:33:00.000+00:00"},"updated":{"$t":"2016-04-29T17:33:31.773+01:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Donald Trump"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Eleições"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Estados Unidos"}],"title":{"type":"text","$t":"Super Terça-feira clarificou corrida "},"content":{"type":"html","$t":"\u003Cbr \/\u003E\u003Cheader\u003E     \u003Ch1 class=\"title-section2 serif\"\u003E \u003C\/h1\u003E\u003Cb\u003EBenjamim Formigo\u003C\/b\u003E\u003Cbr \/\u003E                        3 de Março, 2016\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/header\u003E         \u003Cbr \/\u003E\u003Cdiv class=\"intro\"\u003E\u003Cdiv class=\"texted\"\u003EO primeiro dia de Março, a Super Terça-feira em que 12  Estados votam nas  primárias democratas e republicanas clarificou as  posições dos  candidatos dos dois partidos mas também poderá ter  redefinido a  estratégia dos democratas e complicado a do Partido  Republicano (GOP –  “GreatOldParty”). Contudo, do lado republicano ficou  clara a vantagem  que o eleitorado dá a um “outsider” sobre os  candidatos ligados aos  “establishment”polÍtico. A recuperação, para os  dois lados, tornou-se  mais difícil e a tendência de vitória pode  consolidar-se nas primárias  que ainda faltam. O grande prémio que pode  relançar estratégias e  candidaturas será a Flórida com o seu elevado  número de delegados às  convenções.\u003C\/div\u003E\u003C\/div\u003ENos democratas, Hillary Clinton vence o Sul sem  perder os Estados do Norte, mas não consegue penetrar no eleitorado com  menos de 45 anos. Bernie Sanders, o veterano senador do Vermont, em  contrapartida, consegue o voto do eleitorado mais jovem, sem, ao  contrário de Clinton, conseguir penetrar no eleitorado negro e  hispânico. Curioso, porque Sanders está na casa dos 70 anos, bem mais  velho que Clinton. O veterano senador tem conseguido angariar mais  fundos e gastar muito mais em propaganda eleitoral do que a sua rival  democrata. Nenhum dos dois tem problemas de credibilidade, embora a  política de Sanders seja mais liberal – o que nos EUA significa mais à  esquerda – que Clinton, o que não é uma vantagem. Clinton está mais  próxima de WallStreet, tem recebido menos contribuições e fez parte da  actual Administração, que tem índices de aprovação muito baixos. Uma  sondagem da CNN divulgada pouco antes da Super Terça-feira mostrava que o  senador Sanders ganhava a todos os candidatos republicanos, enquanto  Clinton só ganhava numa corrida contra Trump. Não é simples explicar e  cada analista apresenta razões diferentes.\u003Cbr \/\u003EPara Sanders, nem tudo  está perdido, mas uma reviravolta só seria possível se no final a  diferença de delegados à Convenção Democrata fosse relativamente baixa, o  que permitia aos chamados “grandes delegados” –delegados do Partido que  não são eleitos mas designados pela direcção partidária – pudessem  cobrir a desvantagem ou mesmo ignorá-la. Por isso,Sanders aposta agora  na Flórida.\u003Cbr \/\u003EEm simultâneo, Hillary Clinton aponta as suas baterias a  Trump, transformando esta fase das primárias numa campanha nacional.  Curioso que com Sanders sucede o mesmo. Embora seja prematuro, não é de  excluir que os democratas preparem um “ticket” Hillary Clinton \/  BernieSanders, que à partida teria todas as condições para vencer  confortavelmente qualquer candidato republicano, o que deve ser  considerado na Convenção Democrata na semana de 25 de Julho em  Filadélfia, a cidade onde tocou e está o Sino da Liberdade, ícone da  independência americana.\u003Cbr \/\u003EDo lado republicano a dispersão de delegados  é maior. Embora Donald Trump, com a vitória obtida na Super Terça-feira  se tenha distanciado de Ted Cruz e Marco Rubio, quase que  instituindo-se como o candidato do GOP, o partido está pouco confortável  com a derrota de Marco Rubio, que ganhou apenas num Estado. Ted Cruz  apostou forte no primeiro prémio, o Texas, com maior número de delegados  (155 republicanos) e o seu Estado, e conseguiu uma vitória que não pode  ser ignorada.\u003Cbr \/\u003EO que ficou claro para o GOP nesta Super Terça-feira é  que o eleitorado republicano tende a escolher os “outsiders”, como  Donald Trump ou Ted Cruz, em detrimento dos candidatos do  “establishment” (Marco Rubio). Trump é o bilionário demagogo que diz o  que lhe vem à cabeça e nem sempre muito inteligente. O homem que combate  Washington e a Casa Branca, o Congresso, tudo enfim que seja  tradicional na politica. Ted Cruz é o ultraconservador do TeaParty, um  movimento contestatário que tem vindo a aumentar o seu poder dentro do  Partido Republicano. (Ao contrário do que se possa pensar o TeaParty não  é o Partido do Chá, mas um movimento contestatário que foi buscar o seu  nome a um movimento que em Boston no século XVIII contestou a entrada  de chá da companhia das Índias Orientais, destruindo no porto de Boston  navios ingleses com chá e protestando contra a concorrência desleal da  potência colonizadora relativamente às culturas nativas). O TeaPartyé a  designação adoptada por um grupo neoliberal do Partido Republicano de  protesto contra Washington. O grupo nunca foi bem aceite no GOP, mas  conseguiu implantar-se e crescer até ter o seu próprio candidato às  presidenciais ou, pelo menos, às primárias. Mais tradicional, a direcção  republicana escolheu um candidato moderado, Marco Rubio, que tem sido  atacado pelos “outsiders”– Trump e Cruz –que se tornaram apelativos à  tradicional contestação ao Governo Federal.\u003Cbr \/\u003EMarco Rubio não pode  descer mais. A 1 de Março caiu para um terceiro lugar, mesmo com a  desistência de Jeb Bush, e necessita não só de se mater à tona de água  como acima da linha de flutuação o que implica uma recuperação nos  Estados que faltam para que os “grandes delegados” possam tentar virar a  sorte na Convenção Republicana de 18 a 21 de Julho em Cleveland, Ohio.  Todavia essa “cambalhota” é extremamente difícil e complicada  considerando as diferenças de delegados conquistados. Além de que  levaria provavelmente Trump a concorrer como independente, o que poderia  deixar o GOP numa posição muito difícil.\u003Cbr \/\u003EOs resultados da Super  Terça-feira são, de facto, um impulso muito considerável para o desfecho  das primárias que se seguem e, sobretudo, a angariação de fundos para  as campanhas nos Estados que se seguem. Há, todavia,uma diferença  considerável: na SuperTerça-feira a distribuição de delegados foi  proporcional aos resultados, na maioria dos Estados que se seguem até às  Convenções os delegados serão distribuídos de acordo com o sistema  maioritário, quem ganha leva tudo.\u003Cbr \/\u003EA critica a Washington e a Obama é  incompreensível para quem está de fora. Os EUA conhecem um período de  recuperação económica saudável, o desemprego desce, aumentou a  independência energética, existe um sistema de saúde, não se envolveram  em mais guerras e não houve, excepção ao caso de Boston, atentados  terroristas externos com significado. Contudo, Obama tem índices de  aprovação baixos, que se reflectem na corrida à sua sucessão. Em  contrapartida, do lado conservador crescem os “outsiders”extremistas,  isolacionistas cuja subida ao poder assustam até os aliados dos EUA."},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/3652063922892709936"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/3652063922892709936"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2016\/03\/super-terca-feira-clarificou-corrida.html","title":"Super Terça-feira clarificou corrida "}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]},{"id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-7724746994889598770.post-574514720994966672"},"published":{"$t":"2016-02-13T18:39:00.000+00:00"},"updated":{"$t":"2016-04-29T17:33:54.893+01:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Donald Trump"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Eleições"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Estados Unidos"}],"title":{"type":"text","$t":"As estranhas escolhas americanas"},"content":{"type":"html","$t":"\u003Cbr \/\u003E\u003Cheader\u003E     \u003Ch1 class=\"title-section2 serif\"\u003E\u003C\/h1\u003E\u003Cb\u003EBenjamim Formigo |\u003C\/b\u003E\u003Cbr \/\u003E                        13 de Fevereiro, 2016\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E     \u003C\/header\u003E         \u003Cbr \/\u003E\u003Cdiv class=\"intro\"\u003E\u003Cdiv class=\"texted\"\u003EHá alturas nos Estados Unidos, especialmente na época  eleitoral, em que é  difícil ou mesmo impossível perceber o que querem  os americanos e  porquê.\u003C\/div\u003E\u003C\/div\u003EAno de eleições, o final de 2015 e este início de  2016 são bons exemplos disso. Ninguém espere que eu apresente aqui  explicações. Ninguém de bom senso se atreve, mas vale a pena apontar os  contra-sensos que dia-a-dia marcam os noticiários domésticos nos EUA e  deixam o mundo espantado e receoso da contaminação.\u003Cbr \/\u003EEm 2008 a banca  norte-americana desencadeou a última maior crise financeira atingindo  todo o mundo, travando crescimentos económicos, pondo em causa o sistema  financeiro mundial, provocando recessões técnicas quer no mundo  desenvolvido quer nas economias em desenvolvimento. Graças às medidas  unilaterais que pôde introduzir por decisão presidencial, acompanhadas  de um dito controlo bancário, a Reserva Feveral (FED) injectou no  mercado biliões de dólares, cortou as taxas de juro drasticamente em  resposta à crise financeira. Obama teve de atirar o défice para o cosmos  com uma oposição só formal dos republicanos e o apoio da indústria. Num  ano, enquanto a Europa debatia o sexo dos anjos, sem que o BCE se  decidisse a injectar euros no mercado e a cortar as taxas de juro, os  Estados Unidos começavam a sua retoma.\u003Cbr \/\u003EA partir daí a política  económica da Administração Obama propiciou a criação mensal de milhares  de postos de trabalho, atingindo em dois anos o número mágico: 120 mil  novos postos de trabalho por mês, ou seja, o numero a partir do qual  começavam a ser reintegrados os desempregados da crise, mais umas  dezenas de milhares e, além dos desempregados, a economia estava em  condições de absorver parcialmente os jovens que chegavam ao mercado de  trabalho. Hoje esse número ronda, consistentemente, os 230\/240 mil. Mas  os americanos queixam-se da economia. Porquê? Têm as taxas de juro mais  baixas e, portanto, facilidade de acesso a bens a crédito barato, não  estão a fechar empresas nem há reduções de postos de trabalho, pelo  contrário – apesar de algumas companhias multinacionais, incluindo  petrolíferas, anunciarem reduções de efectivos (fora dos EUA). Mais uma  vez, porque se queixam os americanos?\u003Cbr \/\u003ECom inusitada frequência  sabemos pelas notícias que indivíduos armados, porventura  desequilibrados, legais detentores de uma arma de guerra, chacinam  crianças numa escola, atiram sobre transeuntes, “atacam” centros  comerciais, e por aí fora. As televisões americanas dão enorme ênfase à  revolta e sentimento de perda da comunidade, local e geral – todavia,  recusam o controlo das armas. Quando Barack Obama anunciou medidas para  controlar o armamento em poder de civis, não faltaram as críticas ao  presidente. Aqui d’el rei que nos querem tirar as armas. Falso, Obama  queria apenas introduzir regras para controlar as existentes e regular a  venda de armas de guerra. Há uns anos, em Midland, Texas, fui levado  pelo “sheriff” local a visitar um armeiro. Fiquei estupefacto. Desde  armas de calibre “.22” a espingardas semiautomáticas de calibre militar  passando pelas nove milímetros havia de tudo acompanhado de  silenciadores. Um silenciador não é um acessório defensivo. Para comprar  uma daquelas armas, a um americano, bastava um formulário e um  documento de identificação. Claro que noutros Estados existem controlos  mais apertados, mas todos estaduais. A intromissão do Governo Federal é  como que uma declaração de guerra, em especial nos Estados do Sul  vencidos na guerra civil. Mas como é que as pessoas manifestam tamanho e  justificado ultraje com um ataque a uma escola e dias depois idêntica  indignação porque o presidente quer impor controlos na venda de armas?  Porque carga de água armas de guerra podem ser vendidas a civis? A  simples invocação da 2.ª Emenda da Constituição é fraco argumento para  quem prescinde voluntariamente de uma série de direitos liberdades e  garantias constitucionais quando ouve a palavra terrorismo.\u003Cbr \/\u003EDonald  Trump e Ted Cruz, dois ultraconservadores, são os favoritos à corrida  republicana. Os valores que defendem poriam em pé os cabelos de George  Washington. Afinal, os EUA querem ser os líderes do que chamam o “mundo  livre” e reclamar para si o direito moral de se intrometerem. Não,  obrigado. Mas entre o eleitorado americano a diatribe de Trump e a  verborreia conservadora de Cruz fazem caminho. Do outro lado, no campo  democrata, Hillary Clinton apresenta-se como um político de centro e o  seu principal rival, Bernie Sanders, não esconde o seu liberalismo quase  socialista. Não é nada claro que a moderação destes candidatos se venha  a impor ao radicalismo demagógico dos republicanos ou, pelo menos,  destes republicanos. \u003Cbr \/\u003EPoderíamos continuar a citar contradições quer  de política interna quer externa, mas poupemos o leitor e fiquemos-mos  por estas mais evidentes.\u003Cbr \/\u003EE a terminar a pergunta inicial a que não me atrevo a responder: o que querem, afinal, os americanos?"},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/574514720994966672"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"http:\/\/www.blogger.com\/feeds\/7724746994889598770\/posts\/default\/574514720994966672"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"http:\/\/www.formigo.pt\/2016\/02\/as-estranhas-escolhas-americanas.html","title":"As estranhas escolhas americanas"}],"author":[{"name":{"$t":"Benjamim Formigo"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/16590701185727947611"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"29","height":"32","src":"\/\/4.bp.blogspot.com\/-O2hJtkR7v9s\/Vw0wh-nNYxI\/AAAAAAAAAEI\/gljUorIr9ccMJFwsRGli0og0u_N9mH7VgCK4B\/s113\/image1.JPG"}}]}]}});