domingo, 14 de junho de 2015

Grécia uma crise na linha da frente



Benjamim Formigo

14 de Junho de 2015

A aparentemente inesgotável crise grega e a ameaça da sua saída do euro ou em caso extremo da União Europeia ultrapassam as fronteiras elitistas da Europa rica ameaçando relações comerciais da UE quer no seu interior quer no comercio com outros países, em especial as economias emergentes que sentem já efeitos de outras crises globais. Os europeus não falam porém na situação geopolítica e geoestratégica da Grécia na linha da frente do Médio Oriente e da Rússia com quem a UE conseguiu criar tensões consideráveis com a aventura ucraniana.

As implicações de um afastamento grego, da eurozona ou mesmo da UE, não passam despercebidas no âmbito da NATO neste momento pouco confortável com a situação no Leste da Ucrânia e em simultâneo a continuada viragem islâmica do Governo, tradicionalmente secular, da Turquia. Ancara deixou de ser o aliado obediente, as ligações hoje são quase conjunturais com o apoio turco à oposição armada na Síria onde o autodenominado “estado islâmico” controla uma considerável parcela de território ao mesmo tempo que consegue sustentar um confronto no Iraque e exportar o conflito para várias zonas de África. Ninguém sabe seriamente se pode contar com a Turquia que continua uma situação de ocupação militar parcial de outro Estado da UE – Chipre – o que criou um conflito até agora insanável com a Grécia. Neste contexto Atenas tem uma importância geoestratégica que não pode ser ignorada. E isso mesmo deixou Obama implícito durante a ultima reunião do G-7 ao apelar ou recomendar uma solução de compromisso com o Governo grego.

Paris e Berlim têm também essa consciência razão pela qual Hollande e Merkel tem estado na primeira linha a pressionar por um acordo com o Governo do Primeiro Ministro Alexis Tsipras que procura evitar a situação de ruptura mas não pode fazer muito mais concessões sem correr riscos domésticos. Por outro lado durante um dos últimos picos da prolongada crise com os seus parceiros europeus Tsipras visitou Moscovo onde manteve longas conversações com Vladimir Putin. Conversações de que resultaram mais especulações do que informações. Entre as especulações possíveis, depois de os dos homens terem afastado a hipótese de um financiamento russo – o que não significa que assim seja – surge a de a Grécia estar a contar entre as suas opções no caso de um abandono da eurozona ou até da UE com uma conexão ao grupo euro-asiático que Putin procura por de pé em oposição ao bloco económico europeu. Mas não passa de especulações.

Para todos os efeitos a crise excessivamente prolongada com a Grécia tem de ter um final que traga estabilidade financeira à eurozona e aos sacrossantos mercados que determinam desastrosamente a politica. Na aparência um acordo qualquer que evite uma ruptura no final deste mês por a Grécia não pagar ao FMI não parece estar tão difícil após as concessões feitas por Atenas porém há demasiados actores a falar ao mesmo tempo e ninguém acaba por ouvir bem.

Uma saída da Grécia está a ser preparada pelo Eurogrupo mas a Grécia também terá a sua estratégia e de momento ninguém do aparelho politico da UE quer ver uma deriva de Atenas. Outra será a posição dos tecnocratas de Bruxelas, do Banco Central Europeu e em especial do dogmático FMI, que reconhece em relatório os erros cometidos mas na prática os continua.

Ao mesmo tempo em Washington o Pentágono estuda o pré-posicionamento de material de guerra nos países Bálticos, anteriormente parte da URSS, e em alguns Estados do Leste europeu, membros da NATO depois de terem sido parte do Pacto de Varsóvia, designadamente: Polónia, Roménia, Bulgária e possivelmente Hungria violando assim o espírito do acordo de 1997 entre a NATO e a Rússia.


A GRÉCIA, A UE, E A AMEAÇA DE PUTIN

Benjamim Formigo
21 de Junho de 2015

A crise grega está para ficar depois de no final da semana os credores terem adiado para esta semana uma solução. Enquanto o Eurogrupo reunia sexta-feira e sábado em Bruxelas, Alexis Tsipras prorrogava a sua estada em Moscovo e as suas conversações com Vladimir Putin. Os credores não conseguiram chegar a acordo com os gregos em Bruxelas mas Tsipras e Putin parecem ter concordado num novo traçado de gasoduto com terminal na Grécia e quem sabe possível extensão no futuro.

Em primeiro lugar será bom esclarecer que os patrões do euro passaram os últimos anos a transferir da divida grega aos bancos privados, muitos deles alemães, para as instituições financeiras internacionais, FMI, Banco Central Europeu e outros órgãos ligado à Comissão Europeia. Ou seja, se a Grécia não pagar, se decidir abandonar o euro e eventualmente até a União Europeia as instituições financeiras privadas não vão perder um cêntimo porque a dívida aos privados foi paga com empréstimos institucionais. Portanto a Grécia deve aos contribuintes europeus que foram metidos neste filme com a finalidade de “salvar” os bancos de problemas sérios.

Em segundo lugar não é evidente que a Atenas e os gregos tenham a perder com uma saída do euro ou mesmo da UE, ou seja se resolverem dizer que não pagam nem têm medo de ninguém e calmamente forem introduzindo o velho dracma no sistema financeiro a única coisa que as instituições, FMI, BCE e UE podem fazer é fechar a torneira à economia grega, desvalorizar brutalmente o dracma e cortar o crédito institucional. Isto não significa que as instituições financeiras privadas façam o mesmo.

Em terceiro lugar a economia grega não depende substancialmente de exportações, excepto claro o turismo considerado como tal, e portanto o impacto nos gregos poderá não ser mais dramático do que a austeridade adicional que se lhes pretende impor.

Claro que nem tudo é assim tão linear mas a tese ganha corpo entre muitos economistas europeus, incluindo alemães.

Um terminal de gasoduto russo junto de um porto grego é mais um acesso de Moscovo ao Mediterrâneo. É mais um ponto de venda do gás russo e porventura uma alternativa de distribuição de gás à Europa através do flanco Sul, beneficiando alguns países que não integram a UE e não estão ligados ao gasoduto que atravessa a Ucrânia e dá à Alemanha e seus vizinhos o combustível que tem cuidadosamente sido mantido fora das sanções impostas pelos EUA e a UE, apesar da relutância de Berlim. Evidentemente que a Grécia beneficiaria financeiramente dessa infra-estrutura e as industrias de ambos os países beneficiariam com a sua construção. Como em política não há coincidências os encontros russos, a forma como Tsipras ignorou ostensivamente a reunião do Eurogrupo (a que não tinha protocolarmente de estar presente) para prorrogar as suas conversas com Vladimir Putin dão que pensar. Porventura a Rússia não está com os problemas financeiros que o Ocidente pretende fazer crer.

A resposta de Moscovo à intenção norte-americana de reforçar o flanco Norte da OTAN e os arsenais posicionados na Europa Central, nos antigos países do Pacto de Varsóvia, foi algo demolidora. Vladimir Putin anunciou a modernização do arsenal nuclear russo e um investimento de centenas de milhões de dólares em armamento convencional. Este tipo de anúncios por parte de Moscovo surgem normalmente quando a sua industria de defesa já está em movimento. Por outro lado, tal como com os Estados Unidos, o estímulo da industria militar tem repercussões no relançamento da economia e do crescimento. Uma coisa os russos podem ter por certa: as sanções não são eternas e a situação de crise económica na Europa pressiona o seu levantamento, muito em especial o impacte quem têm na economia alemã onde as exportações para a Rússia representam uma fatia não negligenciável.

Correndo o risco de nos repetirmos, a dívida grega tornou-se uma questão geoestratégica e a Alemanha é um dos principais interessados. Ângela Merkel só espera um sinal grego que permita salvar a face a todos os envolvidos, os mais radicais são curiosamente os que mais sustentam as posições de Berlim, e começam a tornar-se um incómodo. Berlim, como Bona no tempo da RFA e da RDA não quer o seu território envolvido no teatro de operações europeu. Kiev já recebeu da Sr.ª Merkel os recados suficientes e sabe que a Ucrânia passou a ocupar o duvidoso estatuto de tampão face a uma propalada ameaça russa como se estivéssemos a regressar ao “hard core” da Guerra Fria. Permanece um problema que Berlim quer ver resolvido: a amortização da dívida grega e a permanência da Grécia na UE, mas a aproximação de Atenas a Moscovo parece um facto consumado com o Governo de Alexis Tsipras.


UMA INFINDÁVEL TRAGÉDIA GREGA

Benjamim Formigo
1 de Julho de 2015

Desde Aristóteles (384 AC – 322 AC) colocam-se as mais variadas hipóteses sobre as origens da tragédia grega sem que os académicos cheguem a um acordo passados mais de dois milénios sobre o nascimento de Aeschylus (524 AC) aceite como pai da tragédia grega. Acordo geral é que homenageava Baco.

Nas ultimas semanas Alexis Tsipras, Ângela Merkel, François Hollande, Jean-Claude Junker, têm protagonizado uma infindável tragédia grega passando de cena em cena sem conseguirem terminar este “enésimo” acto aparentemente escrito por Eurípides (480 AC – 406 AC) que deixa de lado os deuses e a realeza e introduz as pessoas, o cidadão comum, o camponês lado a lado com o príncipe, questiona a posição dos escravos. Para ser franco já não sei bem em que acto estamos nesta tragédia, mas este ultimo acto tem sido especialmente comprido e até de algum modo determinante para o que se segue quando cair o pano para intervalo. Ninguém tenha a ilusão de acreditar que ultrapassada esta fase não estaremos senão num compasso até à subida do pano com a continuação da tragédia. A menos claro que o acto final desta peça termine com a saída da Grécia da união monetária.

Tsipras foi o camponês que ousou desafiar as elites europeias. Elites que desde o inicio em particular do inicio do euro, em Janeiro de 2002 a moeda entrava finalmente em circulação substituindo as moedas nacionais. Até lá a Comunidade Económica Europeia/ Comunidade Europeia/ União Europeia, foi elaborando as fundações do euro, designadamente o Tratado de Maastricht de 1992. O tratado não foi votado pela população europeia; apenas foi referendado em três países: França, Dinamarca e Irlanda. Em França foi aprovado pela margem mais estreita com 51,1 por cento dos votos, na Irlanda teve uma aprovação superior a 68 por cento e a Dinamarca chumbou o tratado tendo de repetir no ano seguinte o referendo para o ver aprovado. O mesmo se pode dizer relativamente à esmagadora maioria de documentos fundamentais na regência da Europa. Uma pseudo-elite burocrática elabora os documentos no maior secretismo para depois os fazer aprovar nos Conselhos Europeus. Os Governos evitam que os cidadão se pronunciem e os Parlamentos, quando os ratificam, fazem-no como caixas de ressonância dos partidos no poder ou que aspiram ao poder.

O erro de Tsipras foi acreditar que, como defendia Henri Lefebvre, tinha o direito à diferença. Que a tragédia era euripidiana quando afinal a influência do drama era ainda de Sófocles. Os príncipes, os burocratas não entendem que antes das questões financeiras têm de ser consideradas as ideológicas, as geoestratégicas, a geopolítica, e só depois disso, garantida a segurança nacional, mesmo que seja da UE, se podem definir outras questões, as que têm de dar suporte a essa politica. Tsipras teve um amigo, tímido e excessivamente discreto, com pouca influência – em especial depois dos problemas com os líderes europeus – Barack Obama. No fim de semana que antecedeu o incumprimento face ao FMI o Presidente americano desdobrou-se em telefonemas para Berlim e Paris enquanto o presidente do FED mantinha com os bancos centrais alemão, grego, francês, espanhol e italiano, pelo menos, um dialogo iniciado há meses para evitar a saída da Grécia do euro. Ambos esqueceram a força das elites burocratas europeias estupidamente decididas a não permitir um Governo fora da linha e menos ainda um referendo sobre matéria como as condições do auxilio financeiro europeu à Grécia. Como os burocratas não tem nem ideologia nem perspectiva histórica exigem dos gregos cortes tais que a situação pode culminar numa instabilidade social critica num pais onde os coronéis já intervieram sem quaisquer problemas. Exigiram ainda mais cortes na Defesa a um país que mantém há décadas um diferendo grava com o seu vizinho turco, mas mais do que isso, do ponto de vista americano, estão a empurrar um país membro na OTAN para Moscovo, adversário definido no âmbito da Aliança Atlântica e que está cada vez menos receptivo às manifestações musculadas do Ocidente, muto influenciado por antigos países do Pacto de Varsóvia. Depois do bravado militar de ambos os lados, esta semana o Procurador Geral russo deixou saber que os seus serviços estavam a investigar a legitimidade e legalidade da concessão de independência aos Estados Bálticos pela extinta URSS.

O euro está numa queda acentuada e admite-se que no prazo máximo de um ano valha 95 cêntimos do dólar. As bolsas ainda não se agitaram muito porque este jogo de propostas e contrapropostas, de dizes tudo e digo eu se vai prolongando por vezes com aspectos caricatos. Na passada quarta-feira Tsipras oferecia novas cedências em troca de serem mantidas algumas almofadas sociais e um novo pacote de auxilio por dois anos. A Sr.ª Merkel, com quem Obama insistiu mais de uma vez sobre a necessidade de manter a Grécia no euro e lhe devolver alguma dignidade, fez ressoar um rotundo “nein” a novas negociações, condicionando-as para depois do referendo de domingo que ela própria condenava. Aléxis Tsipras não tem na verdade incentivos europeus para se manter no euro, mas a União tem estado a ser fortemente pressionada pelos EUA para que não deixe a Grécia derivar, em especial quando Vladimir Putin já assinou com a Grécia um contrato para a construção de um novo gasoduto garantindo com isso não só mais uma via de escoamento do seu gás natural mas acesso a portos gregos dando mais um passo em frente agora com uma base de apoio na Crimeia. Por coincidência a Gazprom anunciou o corte do fornecimento de gás à Ucrânia após um fracasso de conversações trilaterais com os ucranianos e a UE que tem conseguido dos russos contratos de curta duração para o abastecimento da Ucrânia.

Ficamos à espera da próxima cena que talvez seja a ultima deste acto: o referendo e/ou o que se lhe seguirá a abrir o próximo acto. Mas essa de Tsipras pretender referendar uma proposta dos burocratas! Que péssimo exemplo numa União que vive em permanente défice de democracia!


UM RESULTADO ANÚNCIADO

Benjamim Formigo
6 de Julho de 2015

O resultado do referendo de domingo na Grécia só foi surpresa para quem queria andar distraído. Os gregos pronunciaram-se e a bola passou para os parceiros europeus, em particular os do eurogrupo. A decisão não é técnica. Implica fundamentos técnicos mas essencialmente será uma decisão política se a União Europeia não quer de facto pôr em causa as economias dos seus parceiros comerciais, e em geral dos Estados com quem tem relações de natureza económica. Em última análise poderá atingir a própria estabilidade do sistema financeiro que há demasiado tempo está suspenso à espera que a poeira assente na Europa.

Os gregos pronunciaram-se pelo óbvio, não é possível viver num regime de austeridade já lá vão cinco anos e não ter perspectivas de recuperação. O próprio FMI o reconhece num relatório que surpreendentemente na semana passada, em plena campanha do referendo, divulgou considerando a dívida grega impagável e abordando a necessidade de um perdão parcial. O relatório teve pouca divulgação na Europa à excepção claro da Grécia. Sendo o FMI um dos maiores críticos de Tsipras e em larga medida responsável pela actual ruptura é lícito interrogamo-nos sobre o "timming". Para muitos a mão dos EUA esteve por trás desta publicação. Washington tem manifestado repetidamente preocupação com uma eventual saída grega do euro ou mesmo da UE. Daí as conversas de Obama com Merkel e Hollande e do presidente do FED com os governadores dos bancos centrais e até mesmo do Banco Central Europeu (BCE). Não porque a Casa Branca tenha particular simpatia por Tsipras mas porque a Administração americana não está mesmo nada disposta a enfrentar uma nova crise é muito menos uma aproximação de Atenas a Moscovo.

As maiores dificuldades a um acordo entre a Grécia e os seus credores vêem dos seus parceiros europeus. Tsipras pretendeu recomeçar negociações na segunda-feira manifestando assim disponibilidade negocial e emprenho no euro, mesmo que domingo, quando o PM grego fez este anúncio não se conhecesse qualquer proposta em apreciação.

Angela Merkel, tal como François Hollande, Jean-Claude Junker, ou o radical ministro das Finanças holandês que preside ao eurogrupo mantiveram-se em silêncio apesar de um porta-voz do Governo alemão fazer coro com o presidente do eurogrupo rematando de novo a bola para o campo grego ao afirmarem que cabia a Atenas apresentar novas propostas. Merkel limitou-se a deixar saber que entendia não estarem reunidas as condições para uma reestruturação da dívida grega. Na verdade nestas circunstâncias quanto menos se falar melhor. O clima de tensão entre a Grécia e os seus parceiros europeus subiu demasiado e é necessário que os ânimos arrefeçam e quanto mais depressa melhor. Os partidos europeus tradicionais nesta fase do campeonato já se deviam ter apercebido de que os eleitores estão abertos a novas propostas alternativas, veja-se o que sucedeu na Grécia com a vitória do Sirisa, em Espanha com a votação no "Podemos", em Itália, ou em França onde a extrema direita isolacionista ganha terreno dia a dia. Possivelmente ainda não perceberam.

A verdade é que se a Grécia está entre a espada e a parede com o esgotamento do dinheiro e pode ter de cair numa saída do euro não é menos verdade que o eurogrupo deixando isso suceder está a dar um sinal de fragilidade que terá consequências graves bem para lá da Europa. Do ponto de vista estratégico, já o escrevemos várias vezes, está a favorecer Moscovo, um contra-senso numa União que, com a sua política face à Ucrânia, parece ter feito da Rússia um adversário à semelhança dos EUA. Sem esquecer claro que existe uma sobreposição entre membros da OTAN e da UE. Portanto se a Grécia está numa posição difícil o resto da União não está menos. Pagar pela permanência da Grécia ou pagar os custos da sua saída. Basicamente é a escolha que o eurogrupo, sob liderança alemã, terá de fazer. Pagar reestruturando a dívida grega, levar Atenas a concordar com a fuga à evasão fiscal e os gregos a contribuir para a sua própria economia transitando da economia paralela para a institucional. Não serve de nada injectar na economia grega biliões que apenas para pagar dívidas antigas e juros, o dinheiro futuro terá de entrar na economia real, propiciar o desenvolvimento e o crescimento e deste modo reduzir o desemprego e aumentar as receitas fiscais. A alternativa é deixar cair a Grécia facilitar ou estimular a sua saída do euro e quiçá da UE. Neste caso essa UE terá de enfrentar as consequências da crise que vai abrir. Uma crise que vai atingir o euro e portando reduzir o poder de compra do mercado europeu afectando as economias de fornecedores de matéria prima pela contracção de importações desses mercados ao mesmo tempo que o valor da moeda europeia estimula as importações de bens europeus.

Não é necessário especular muito para recear as consequências.